O Ministério das Relações Exteriores de Cuba, alerta sobre a gravidade da mensagem de arrogância e desprezo com que o Secretário de Estado dos Estados Unidos iniciou numa viagem a vários países da América Latina e do Caribe.

Na véspera da viagem, quinta-feira 1 de Fevereiro, o Secretário de Estado, Rex Tillerson, numa visita à Universidade do Texas em Austin, fez declarações alarmantes e ingerencistas que instigam abertamente o derrube, por qualquer meio, do Governo legítimo da Venezuela e visam também minar o repúdio unânime da região às medidas de retrocesso e endurecimento do bloqueio económico, comercial e financeiro contra Cuba, cujo objectivo é prejudicar a economia e o povo cubano, numa tentativa de subjugar o país.

As suas declarações estão claramente de acordo com os esquemas de mudança de regime, que fizeram milhões de vítimas inocentes em várias partes do mundo e promoveram a violência, a guerra, crises humanitárias e instabilidade, demonstrando o seu fracasso. O Governo dos Estados Unidos desconhece que esta é uma região comprometida com a Defesa da Paz, consagrada na Proclamação da América Latina e do Caribe como Zona de Paz, assinada pelos Chefes de Estado e de Governo em Havana, em 29 de Janeiro de 2014, durante a II Cúpula do CELAC.

2018-02-02

Cuba está na vanguarda da rejeição das armas nucleares correspondendo ao legado do líder histórico da Revolução, Fidel Castro Ruz, que foi um dos maiores críticos do risco destas tecnologias de guerra, cujo uso poderá levar ao fim da espécie humana.

Esta semana a representante cubana permanente nas Nações Unidas, Anayansi Rodríguez, entregou o Instrumento de Ratificação do Tratado sobre a Não Proliferação de Armas Nucleares numa cerimónia oficial.

A missão diplomática cubana nas Nações Unidas confirmou, com esta ação, que a maior ilha do Caribe dá a máxima prioridade à esfera do desarmamento, sendo o quinto país a ratificar o acordo que entrará em vigor assim que 50 países tenham concluido esse processo.

O Tratado de Proibição de Armas Nucleares foi assinado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, em 20 de setembro, juntamente com representantes de outros 41 Estados.

 

Fonte - Radio Rebelde

 

2 de fevereiro de 2018

O governo venezuelano respondeu nesta sexta-feira (02/02) às declarações do secretário dos EUA, Rex Tillerson, nas quais sugeria um golpe militar na Venezuela para que, o país "retornasse à Constituição".

Num comunicado oficial, o governo da Venezuela, afirmou que "condena categoricamente as novas e graves ameaças do regime dos Estados Unidos da América contra a paz, a estabilidade e a democracia na Venezuela".

Ainda segundo a nota oficial do governo venezuelano, "o secretário de Estado Rex Tillerson, tornou pública a intenção do seu governo de provocar uma mudança violenta do presidente Nicolás Maduro. Washington confessa assim as suas intenções de agressão, contrárias aos mais elementares princípios do Direito Internacional que regem as relações entre as nações civilizadas".

O comunicado do governo venezuelano surgiu após as declarações feitas pelo secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, durante um evento na Universidade do Texas nesta quinta-feira (1/02). "Não defendemos uma mudança de regime ou a retirada do governo do presidente Nicolás Maduro.
Defendemos que retornem à Constituição. Na história da Venezuela, como na história de outros países da América Latina, muitas vezes são os militares que lidam com isso", insinuou o membro do governo norte-americano.

O Ministério das Relações Exteriores de Cuba entregou ao Encarregado de Negócios dos Estados Unidos em Havana, Lawrence Gumbiner, uma nota diplomática expressando o seu enérgico protesto pela acção do governo dos EUA de violar flagrantemente a soberania cubana, no que diz respeito à competência nacional para regular o fluxo de informações e o uso dos meios de comunicação massiva, ao mesmo tempo que rejeitou a tentativa de manipular a Internet para a realização de programas ilegais para fins políticos e de subversão, como parte de suas ações destinadas a alterar ou modificar a ordem constitucional da República de Cuba. A mesma nota foi enviada pela Embaixada de Cuba em Washington ao Departamento de Estado.

O protesto foi motivado pelo anúncio do Departamento de Estado, em 23 de janeiro, da decisão de convocar uma "Task Force da Internet", composta por funcionários do governo dos Estados Unidos e representantes de organizações não governamentais, com o objetivo declarado de promover em Cuba o "fluxo de informações livres e não regulamentadas". De acordo com o anúncio, estaTask Force "examinará os desafios tecnológicas e as oportunidades para expandir o acesso à Internet e aos meios de difusão independentes" em Cuba.

A nota do MINREX exige novamente que o Governo dos Estados Unidos cesse  as suas ações subversivas, injerencistas e ilegais contra Cuba, que atentam contra a estabilidade e a ordem constitucional cubana, e exorta os EUA a respeitar a soberania cubana, o Direito Internacional e os propósitos de e princípios da Carta das Nações Unidas.

Na sua mensagem, o Ministério dos Negócios Estrangeiros Cubano insiste na determinação do Governo de Cuba de não tolerar qualquer tipo de atividade subversiva ou interferência nos seus assuntos internos e, como país soberano, a continuar a defender-se e a denunciar a injerência neste tipo de ações.

Cuba continuará a regular o fluxo de informações, como é o seu direito soberano e, como é prática, em todos os países, incluindo os Estados Unidos. Cuba também continuará avançando na informatização da sua sociedade, como parte do desenvolvimento do país e em função dos objetivos de justiça social que caracterizam a sua Revolução.

 

Fonte - Minrex

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Cientistas cubanos anunciaram que a ilha irá produzir a sua própria vacina contra o pneumocócica, com sete conjugados contra os serótipos mais frequentes deste agente patogénico, que é o principal causador da pneumonia e meningite bacteriana em bebés e crianças.

Havana anunciou que irá produzir a sua própria vacina contra o pneumocócica, o máximo causador da pneumonia e meningite bacteriana em bebés e crianças. As autoridades cubanas procuram impedir a compra de exemplares estrangeiros, que têm um custo económico mais elevado. O medicamento será distribuído a partir de 2019 sob o nome de quimi-viu, conforme explicou à agência cubana imprensa latina a directora de investigações do Instituto Finlay, Dagmar Garcia.

Além disso, o fármaco será adicionado ao programa gratuito da nação caribenha para a vacinação infantil, que inclui cerca de 10 de vacinas para prevenir mais de uma dezena de doenças como a difteria, a papeira e a rubéola, entre outras.

Os resultados chegam depois de ensaios desenvolvidos desde 2014 na província central de cienfuegos, onde foram imune mais de 5.000 crianças compreendidas entre um e cinco anos de idade.

A criação de um Grupo de Trabalho na Internet contra Cuba segue o caminho de outros programas subversivos tais como “ZunZuneo”,”Piramideo” e “Commotion”

23 de Janeiro

Se a administração do presidente Donald Trump pretende usar novas tecnologias para impor mudanças no ordenamento interno de Cuba, escolheu caminhos muito velhos que no passado já demonstraram a sua inoperância e ineficiência, sem mencionar o facto óbvio de que violam as leis do país afectado como, inclusivamente, as dos Estados Unidos.

A criação de um Grupo de Trabalho na Internet contra Cuba, anunciada ontem pelo Departamento de Estado, abre as portas ao regresso a uma política fracassada da Guerra Fria que ambos os países tinham tentado superar a partir de 17 de Dezembro de 2014.

É a continuação do desatinado e mal assessorado discurso do mandatário em Miami, em 16 de Junho do ano passado, quando se reuniu com um grupo de ultradireita de origem cubana para anunciar com bombo estardalhaço publicitário a sua mudança de política para com Cuba, que em poucas palavras se poderia resumir a mais bloqueio económico e menos viagens entre os dois países.

 

Havana, 25 jan - O movimento internacional de solidariedade com Cuba está em constante crescimento e integram-no hoje mais de duas mil organizações de 154 países, destacou o Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP).

Durante uma iniciativa com a XXV Brigada Sul americana de Trabalho Voluntário e Solidariedade com Cuba no Acampamento Internacional Julio Antonio Mella (na provincia ocidental de Artemisa), o vice-presidente do ICAP, Elio Gámez sublinhou o orgulho sentido na ilha ao contar com tanto apoio.

É sempre emocionante receber amigos, sobretudo da região latino-americana, disse a propósito da presença da brigada no acampamento, centro fundado em janeiro de 1972 por iniciativa do líder histórico da Revolução cubana, Fidel Castro.

Gámez assinalou que o movimento internacional de solidariedade é muito ativo na denúncia do bloqueio económico, financeiro e comercial imposto pelos Estados Unidos a Cuba há mais 55 anos, bem como na exigência da ilha pela devolução do território de Guantánamo ocupado ilegalmente pelos EUA .

 Além disso -acrescentou-, divulga a realidade cubana e enfrenta as campanhas de desvirtuamento e desinformação sobre o país que exercem os grandes meios de comunicação.

O Ministério das Relações Exteriores de Cuba emitiu uma declaração sobre a sentença do tribunal de segunda instância condenando o ex-presidente do Brasil e líder do Partido dos Trabalhadores Luiz Inácio Lula Da Silva.

O Ministério das Relações Exteriores de Cuba tomou conhecimento da sentença do tribunal de segunda instância sobre a condenação do ex-presidente da República Federativa do Brasil e líder do Partido dos Trabalhadores Luiz Inácio Lula da Silva.

O Ministério das Relações Exteriores reitera o seu apoio e solidariedade com o companheiro Lula da Silva, que é objeto da mais feroz perseguição política e judicial com a finalidade de impedir a sua candidatura à Presidência.

Havana, 24 de janeiro de 2018

 

Fonte - Jornal Granma