Movimento Somos Venezuela é o nome do programa criado há cinco meses pelo governo venezuelano do presidente Nicolás Maduro para que as políticas sociais cheguem em todos os recantoss do país. O projeto envolve 86 mil jovens trabalhadores, estudantes e voluntários, espalhados pelos 23 estados da Venezuela. É uma espécie de exército social que vai de casa em casa, em bairros pobres e regiões rurais onde vivem famílias em situação de vulnerabilidade social.

 

Mais de 220 delegados de uma centena de organizações da sociedade civil cubana exigiram, hoje, (19 de outubro) o fim imediato e incondicional do bloqueio norte-americano contra Cuba, durante um foro efetuado no Ministério das Relações Exteriores (Minrex)

No evento o vice-ministro do Minrex, Abelardo Moreno Fernández, sublinhou que não há família nem organização em Cuba que não tenha sofrido, de uma ou outra forma, o efeito do bloqueio, cujos prejuizos ultrapassam os US$ 130 bilhões, a preços correntes, desde a sua implementação, há quase seis décadas.

A partir do começo do processo de normalização das relações bilaterais – destacou – houve passos positivos nesse sentido, porém estes foram limitados e insuficientes, pois a ilegal política se manteve na íntegra, e as medidas que tomadsas foram aplicadas com todo o rigor pelo governo dos Estados Unidos.

«A partir da posse de Donald Trump, o bloqueio foi intensificado pela nova e desesperada tentativa de destruir a Revolução, pelo qual esta política constitui agora mais do que nunca, uma violação dos direitos internacionais, contra a qual nosso povo não deixará de levantar sua voz», sublinhou.

Por outro lado, grande número de artistas, desportistas e representantes das instituições presentes, manifestaram seu apoio à resolução que Cuba apresentará perante a Organização das Nações Unidas, np próximo 1 de novembro, exigindo o levantamento definitivo do bloqueio.

Durante a jornada, foi aprovada, igualmente, uma declaração que reafirma, o direito à livre determinação do povo cubano para construir o seu próprio sistema político, económico e social, de maneira independente e soberana.

O documento exige também o fim da perseguição das relações económicas e financeiras internacionais da Ilha com entidades em terceiros países e exorta os cidadãos norte-americanos a manter o seu apoio à nação caribenha, quanto a esta reivindicação.

 

Fonte - Jornal Granma

(http://www.cubadebate.cu/especiales/2017/10/11/una-casa-una-escuela/#.Wd411DtfzIXuna-casa-una-escuela/%23.Wd411DtfzIX - para visualizar texto original e vídeo)

 

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(O professor Jesús Bonachea com seus alunos do 2ºano - Foto: Irene Pérez/ Cubadebate)

Uma casa, uma escola

Por: Leysi Rubio A., Irene Pérez

Neste artigo: Ciclone, Cuba, Desastres Naturais, Educação, Fotografía, Furacão, Furacão Irma, Recuperação, Villa Clara

11 de Outubro de 2017

Em Cuba há escolas de todas as cores. Os professores ensinam e as crianças aprendem numa aula, num parque ou em casa de uma vizinha chamada Petrona Gliceria.

Nena, como a gente do bairro a conhece, diz que há que “felicitar os professores e a directora porque nada se perdeu, a não ser o tecto e parte das paredes. Mas tudo o que tem mais valor está preservado.”

A Escola Primária “Campaña de Las Villas” é um lugar de referência em Cambaito. Todas as gerações desta zona, a três quilómetros de Caibarién, passaram por essas pequenas  salas de aula que ainda hoje mostram as marcas de Irma.

Na casa de Nena estão a dar aulas aos do pré-escolar pré-escolar. Sentados no átrio da casa, vestidos com uniformes, procuram junto da professora Zoila os aviões amarelos num monte de figuritas de papel.

A mestra interrompe a aula e as crianças lançam em coro uns “bons dias”. Zoila conta que, depois do ciclone, tudo se normalizou. "A vizinha - explica - ofereceu-se desde o primeiro momento para guardar tudo o que fazia falta na escola e ofereceu a sua casa para dar as aulas.”

A professora já vai para cinco anos que está em Cambaito. Tem  a seu cargo um pequeno grupo: quatro crianças. Porém, confessa que “é difícil, porque são da pré-escolar e estão no quintal da casa. Mas, bom, estamos a fazer o máximo esforço e eles estão a sair-se bem. Às vezes ficam um pouquinho indisciplinados, porque se distraem com tudo o que passa por ali. São pequeninos.”

Todos os anos, quando passam os ciclones, as sete televisões e os dois computadores são guardados em casa de Nena, tal como as mesas e o gravador.

Liz Gabriela González Díaz diz imediatamente o seu nome. Conta que passou o ciclone em casa de Cheo, um amigo do seu pai. “Não chorei. Quando o vento soprou de frente caiu todo o tecto.” Os seus pais estão a arranjar a casa, colocando as tábuas que não se partiram.

Liz Gabriela gosta da escola. Também Dayron, Alejandro e Jaison, ainda que estes sejam mais irrequietos. Dizem que a professora os ensina a “brincar”. Agora estão a escolher os aviões entre vermelho, amarelo e verde.

Zoila tem razão: “No pré-escolar aprende-se brincando.”

A sala / a aula

Em casa de María Elena Guerra Rodríguez, já por duas vezes a sala se converteu em sala de aulas. Penduraram um quadro de ardósia e acomodaram cinco mesas no espaço disponível.

O  professor Jesús Bonachea escreveu no quadro um exercício: Divide as sílabas das palavras oco, brinquedo, gelo…

Bonachea ensina aos do segundo ano Matemática, Espanhol e O Mundo em que Vivemos, de segunda a sexta, das 8:00 às 12:00.

María Elena conta com orgulho que as crianças nunca perderam as aulas. “Da outra vez também a cedi (a casa). Desocupei a sala. Para tudo que a Revolução necessite, eu estou presente.”

A Primária “Campaña de las Villas” tem 32 crianças matriculadas, desde o pré-escolar ao quarto ano. Cinco professores e 11 outros trabalhadores põem todo o seu empenho em recuperar o mais cedo possível a sua escolinha.

As crianças de Cambaito

Bertha de la Oz Montes de Oca é a típica professora inesquecível, das que ficam na lembrança para toda a vida. De sorriso aberto e cheia de ternura. Todas as manhãs faz a viagem de San Antonio de las Vueltas até Cambaito, 31,6 quilómetros de autocarro, para dar aula às crianças do primeiro ano.

“Sou professora jubilada e reincorporada. Reformei-me e, ao apelo Raúl, incorporei-me de novo aqui em Caibarién, porque era onde havia falta de professores. Vim para aqui, para este lugar. E parece que bebi da água de Cambaito, porque não me vou embora.”

São sete crianças sob a sua tutela na única sala de aula que se manteve em condições de dar aulas. Enquanto não chover, rectifica, porque pensa que a parede não oferece muita segurança.

“Não me importa com o que me possa acontecer, mas não às crianças. Se virmos que vem chuva, a província disse-nos para retirar as crianças da escola.”

A professora Bertha não os perde de vista. Fala com uma mas, ao mesmo tempo, vigia-os a todos. Aquando do recreio, as crianças oferecem-nos da sua merenda. “Há que educá-los”, diz a professora.

Jan Carlos em cinco anos. É irrequieto e brincalhão. Perguntou-se de como sentiu com o ciclone, disse que não chorou.

“Meteram-me debaixo da cama e depois na casa de banho com uma tábua de madeira. A minha casa era de chapa de metal.  E sei andar na minha bicicleta, que o meu avô me comprou.”

Depois mostra-me o seu braço, como se fosse um pequeno culturista. Todos sorriem. Diz-me que ele também é forte.

Ao Jan Carlos, é o seu tio Paquito quem o traz à escola. A professora diz que os seus meninos são maravilhosos. Nunca faltam e chegam cedinho.

As crianças de Cambaito não têm medo. Nenhuma chora. Às 8:00 da manhã começam as aulas

 

La Paz, 9 out - O presidente boliviano, Evo Morales, afirmou hoje que, 50 anos após o seu desaparecimento físico, o exemplo de Ernesto Che Guevara vive nas novas gerações de revolucionários de todo o mundo.

"50 anos depois, o legado de Ernesto Che Guevara vive nos jovens, na sua luta incansável pela igualdade e libertação dos povos", escreveu Morales na sua conta do Twitter.

Noutra mensagem, o presidente recordou que a cidade boliviana de Vallegrande tem recebido desde 5 de outubro centenas de pessoas de várias regiões do mundo para homenagear a rebeldia e a valentia de Che e dos seus companheiros de luta.

De acordo com Morales, relembrar a luta dos povos contra o império norte americano em defesa da dignidade, identidade e soberania é manter vivos os ideais do revolucionário argentino-cubano.

'Recordar 50 anos do Che é recordar a sublevação e a rebelião dos povos indígenas diante do poder colonial espanhol', sublinhou o governante noutra mensagem na rede social.

Com a participação de milhares de pessoas de todo o mundo, o presidente boliviano presidirá esta segunda-feira ao ato central em homenagem aos 50 anos da presença do Che na Bolívia. Também participará na cerimónia o vice-presidente e comandante da Revolução Cubana, Ramiro Valdés, familiares do Che, bem como representantes de movimentos sociais da América Latina e da Europa.

Che foi assassinado em Higuera no dia 9 de outubro de 1967, meses após iniciar na Bolívia um movimento revolucionário chamado Exército de Libertação Nacional.

Para recordar o seu legado, hoje haverá uma concentração no aeroporto de Vallegrande, onde em junho de 1997 foram encontrados os restos mortais de Che e de outros guerrilheiros, numa fossa comum.

 

Fonte - Prensa Latina

Cerca de 70 mil cubanos de diversas gerações prestaram hoje homenagem ao guerrilheiro argentino Ernesto "Che" Guevara, executado há 50 anos na selva boliviana.

No complexo de Santa Clara onde, desde 1997, repousam os restos do comandante da Revolução e dos seus companheiros de armas, dezenas de milhares de pessoas concentraram-se desde o início da manhã para um tributo em redor do Presidente Raúl Castro, que envergava o seu uniforme de general.

Esta cidade, situada 300 quilómetros a leste da capital cubana, considera-o como um filho adotivo, desde que garantiu em dezembro de 1958 uma vitória decisiva contra as tropas do ditador Fulgencio Batista, no poder entre 1952 e 1958.

Num sinal que confirma uma mudança de época, estas cerimónias são celebradas pela primeira vez na ausência de Fidel Castro, que morreu em finais de 2016, mas excertos dos seus discursos dedicados a "Che" foram difundidos no início da homenagem.

Ernesto Guevara foi executado aos 39 anos por um militar boliviano em 09 de outubro de 1967, mas em Cuba o dia do "guerrilheiro heroico" é celebrado a 08 de outubro, o dia da sua captura numa isolada região andina da Bolívia.

Na segunda-feira vão ser organizadas as comemorações na Bolívia na presença dos filhos de "Che" e do Presidente Evo Morales, que esta semana acusou a CIA de ter "perseguido, torturado e assassinado" "Che" durante os seus 11 meses de guerrilha na selva boliviana.

O corpo do médico e guerrilheiro argentino, arremessado para uma fossa na Bolívia, foi descoberto e identificado há 20 anos, antes de regressar com grande pompa a Cuba para uma homenagem fúnebre nacional.

Desde 1997 cerca de cinco milhões de pessoas já visitaram em Santa Clara o mausoléu de "Che", situado no subsolo e enquadrado por uma imponente estátua de bronze, com baixos-relevos e frases de "El Comandante" e ex-ministro do governo cubano, em particular a carta que dirigiu a Fidel anunciado a intenção de prosseguir a atividade guerrilheira para, como dizia, "criar um, dois, muitos Vietnames".

 

Fonte - Noticias ao minuto

 

Cuba apresentou, no dia  2 de outubro, na ONU algumas de suas conquistas sociais em termos de educação, saúde e inclusão e lembrou que foram conseguidas apesar da aplicação durante mais de meio século do bloqueio norte americano.

outubro 3, 2017

NAÇÕES UNIDAS.– Cuba apresentou, no dia 2 de outubro, na ONU algumas de suas conquistas sociais em termos de educação, saúde e inclusão e lembrou que foram conseguidas apesar da aplicação durante mais de meio século do bloqueionorte americano

«Esta política criminal causa danos e privações ao povo cubano, é o principal obstáculo para o desenvolvimento do nosso país, afeta outras nações pelo seu alcance extraterritorial e continua prejudicando os interesses dos cidadãos e das companhias norte americanas», afirmou a embaixadora Anayansi Rodríguez.

Ao discursar no debate da Terceira Comissão da Assembleia Geral, a representante permanente da Ilha denunciou o empenho da atual administração na Casa Branca de incitar um cerco económico, comercial e financeiro condenado pela comunidade internacional.

De acordo com Rodríguez, apesar das sanções de Washington, Cuba avança na implementação da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável, com a força moral de ter cumprido os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio.

Nesse sentido, destacou que a maior ilha das Antilhas atingiu uma taxa de mortalidade infantil de 4,1 em cada mil nascidos vivos, ao terminar o primeiro semestre de 2017, uma das mais baixas do planeta, e tem uma esperança de vida de 78 anos.

«Ainda, foi o primeiro país a eliminar a transmissão materno-infantil do HIV/Aids e a sífilis congénita», sublinhou.

A embaixadora cubana lembrou, aliás, que na Ilha é aplicado um programa de vacinação universal gratuito contra 13 doenças, não há pessoas analfabetas e o Estado dedica mais de 755 do orçamento a elevar os níveis de educação, saúde, previdência social, cultura, desporto e pesquisa científica.

Rodríguez também se referiu à satisfação de Cuba de ter cooperado com outras nações em vários setores.

 

Fonte - Jornal Granma

Havana, 2 out ) A Central de Trabalhadores de Cuba convocou hoje a um dia de trabalho voluntário em massa para o próximo 7 de outubro em resposta ao apelo do presidente cubano, Raúl Castro, devido às consequências do furacão Irma.

Num comunicado publicado no jornal Trabajadores, a central sindical assinalou que o objetivo é impulsionar tarefas que requeiram um esforço decisivo e contribuir para a recuperação do país.

Os eixos da mobilização serão principalmente a produção de alimentos, trabalhos de contrução/reconstrução, saneamento e higienização nos centros de trabalho, comunidades e cidades, entre outras.

'Neste momento crucial, a Central de Trabalhadores de Cuba e a Associação Nacional de Pequenos Agricultores, junto às demais organizações de massas, deverão redobrar os seus esforços para reconstituir o mais cedo possível as sequelas de destruição que se verificaram, precisou.
 
 A jornada também será uma homenagem ao 50º aniversário da queda em combate do guerrilheiro cubano-argentino Ernesto Che Guevara, indicou a CTC.
 
Fonte - Prensa Latina

Photo: Freddy Pérez Cabrera

outubro 2, 2017

Há vários dias, homens e mulheres de diferentes instituições da província trabalham em parceria para devolver a este lugar sagrado da Pátria o esplendor que o caracteriza, pois ali repousam os restos do Herói da Batalha de Santa Clara e seus companheiros de luta.

SANTA CLARA.– Intensos trabalhos têm lugar no Complexo Escultórico Comandante Ernesto Che Guevara, a fim de que esteja pronto para o ato nacional pelo 50º aniversário do seu desaparecimento físico, que terá lugar no dia 8 de outubro, quando o povo de Villa Clara, representando Cuba toda, prestará sentido tributo ao Guerrilheiro Heroico.

«Há vários dias, homens e mulheres de diferentes instituições da província trabalham em parceria para devolver a este lugar sagrado da Pátria o esplendor que o caracteriza, pois ali repousam os restos do Herói da Batalha de Santa Clara e os dos seus companheiros de luta», segundo explicou ao jornal Granma Noris Cárdenas Martínez, diretora do Complexo.

«Entre as principais ações que se efetuam, as quais fazem parte de um programa concebido há vários meses para que a praça esteja em ótimas condições nesta comemoração inclui-se a reanimação dos jardins e de toda a floresta do lugar, a que resultou afetada após a passagem do furacão Irmã», indicou a diretora.

Nesse sentido, explicou que foram plantadas as palmeiras danadas pela força do vento no Mausoleu dos Combatentes do Front de Las Villas e recolhidos os ramos das árvores, além de restituir a vegetação situada na parte interior do Memorial onde repousam Che Guevara e os guerrilheiros do Destacamento de Reforço.

«Da mesma forma, melhora-se a iluminação exterior e interior do recinto, incluindo os chafarizes situados no fundo da instalação, a pintura da parte baixa da tribuna, o Museu e as áreas exteriores da praça», referiu Cárdenas Martínez.

Outra das tarefas é a reposição dos outdoors no local e o polimento do assoalho de granito que circundam a praça, disse a diretora, quem lembrou que a estes trabalhos se acrescenta a restauração feita meses atrás, que incluiu a limpeza da estátua do Guerrilheiro Heroico, as letras metálicas das frases memoráveis ditas por ele, o suporte pétreo, o Mausoleu do Front de Las Villas e outros componentes do conjunto que fazem parte deste local histórico.

 

Fonte - Cubadebate