Managua, 16 jul - A delegação cubana ao XXIII Encontro do Foro de São Paulo que se inicia hoje em Managua reitera seu apoio à Venezuela e ao ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, objeto de uma campanha de perseguição política. Em declarações a Prensa Latina, o vice-chefe do Departamento de Relações Internacionais do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba, Jorge Arias, sublinhou que a defesa da Revolução bolivariana passa também pelo apoio ao projeto de integração e o avanço da esquerda latinoamericana.

Viemos também expressar a nossa solidariedade com Lula, que, denunciou, está sendo objeto de uma agressão que faz parte da ofensiva desenhada pelo imperialismo.

Arias sustentou que a delegação de seu país participa do Foro com o entendimento cabal do momento histórico que vive a região, asseadiada por essa ofensiva imperialista e a direita oligárquica ao seu serviço, que pretende reverter as mudanças na região e o avanço da esquerda nos últimos 20 anos.

Por outro lado, afirmou que para o Partido Comunista de Cuba e o conjunto das organizações, instituições e personalidades que integram a delegação constitui uma prioridade a feitura de um documento que se chamará de o Consenso de Nossa América.

Mais que um texto em si, seu grande valor esta em contribuir e facilitar, o ponto de vista conceitual e prático, o caminho para a consolidação de um programa político da esquerda latinoamericana e caribenha no nível da cada país, afirmou.

Este seria o primeiro documento programático que oferece o Foro de São Paulo às forças progressistas, não só da região, mas do mundo, em resposta à ofensiva da direita.

Arias assinalou que como parte de todo este processo de consolidação e avanço da esquerda, a delegação cubana considera também prioritário a cultura e os meios de comunicação.

'Entendemos que a esquerda deve tomar a cada dia mais,  mais consciência que a batalha que estamos lidando hoje, é uma batalha ideológica, uma batalha no terreno das ideias, pela arte e a cultura e pelos meios de comunicação que desempenham um papel sumareamente importante', apontou.

Daí trazermos propostas concretas para a reunião da comissão de Arte e Cultura, reconstituida no ano passado em El Salvador, e igualmente para a reunião sobre os meios de comunicação, completou.

Igualmente referiu que há outros componentes como os da juventude comunista que vem ao Foro e que seguem estruturando as ideias para o Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes, que se celebrará na Rússia em novembro, entre outros temas.

O Foro de São Paulo ocorre em Managua até terça-feira com a participação de 300 representantes de movimentos sociais e partidos de esquerda da região, que acompanharão também os festejos do 38º aniversário da Revolução Popular Sandinista.

 

Fonte - prensa Latina

Damasco, 13 jul - Uma representação da embaixada de Cuba na Síria, encabeçada pelo encarregado de negócios Pablo Ginarte, visitou hoje o hospital militar Yussef Azmeh localizado no bairro Mezzeh da capital.

O diretor do hospital, general de brigada Ghassan Haddad, disse que Síria e Cuba estão na mesma trincheira de luta contra o imperialismo e o sionismo e destacou que apesar das sanções ocidentais, os hospitais militares na Síria continuam em funcionamento.

Explicou que nos anos em que o hospital recebia numerosos feridos entre  2013 e 2015, em sete ocasiões houve casos de militares feridos por ataques químicos e com gases tóxicos ao redor de Damasco perpetrados por grupos terroristas.

Durante o percurso os representantes cubanos confraternizaram com pessoal médico e feridos, entre eles 25 soldados feridos nos recentes combates em Ein Tarma, próxima a Damasco.

 

Fonte - Prensa Latina

O site Nocaute publicou matéria revelando que o deputado venezuelano Juan Requesens, membro do partido Primero Justicia, afirmou publicamente que os protestos violentos feitos pela oposição são uma estratégia necessária para conseguir uma invasão estrangeira no país e derrubar o governo de Nicolás Maduro.

“Para chegar a uma intervenção estrangeira, é preciso passar previamente pela etapa atual de violência”, afirmou. A declaração foi feita em um evento público do qual ele participava, na Universidade Internacional da Flórida, em Miami, em 5 de julho, dia em que a Venezuela celebra sua independência da coroa espanhola.

Segundo Juan Requesens, é preciso impedir a governabilidade de Maduro e obter apoio da opinião pública internacional. E, se a oposição conseguir paralisar a Venezuela mas, ainda assim, acontecer normalmente a eleição para a Assembleia Nacional Constituinte, haverá uma guerra.

“Eu não sei o que vai acontecer neste país, nem posso dizer a vocês que o Nicolás Maduro vai cair amanhã, nem que esta é a cura para todos os males”, afirmou.

Aos 28 anos, Requesens iniciou sua carreira política como liderança do movimento estudantil há dez anos, na Universidade Central da Venezuela, em Caracas, no curso de Ciência Política. Em 2015, foi eleito deputado.

Em 2014, esteve à frente de uma jornada violenta de protestos contra o governo, em que aconteceram diversas guarimbas por todo o país – tipo de manifestação que fecha estradas, ruas e avenidas, impedindo a passagem de veículos.

Os guarimberos são um grupo de aproximadamente sete pessoas que, antes de amanhecer, constroem barricadas com caixas de madeira, sacos de lixo ou pneus e reforçam o bloqueio da via com fogueiras. De lá, atiram bombas de gás lacrimogêneo contra a Guarda Nacional Bolivariana ou contra quem quiser dispersá-los.

As guarimbas deixaram 43 mortos na Venezuela em 2014.

 

Fonte - Portal Vermelho

Nota do Gabinete de Imprensa dos Deputados do PCP ao PE

5 Julho 2017, Estrasburgo

Os deputados do PCP no Parlamento Europeu (PE) saúdam os recentes avanços alcançados nas relações entre a UE e Cuba, que resultaram na revogação da Posição Comum de 1996.

Os deputados do PCP respeitam a decisão soberana do povo de Cuba de celebração do presente Acordo de Diálogo Político e Cooperação, a que o PE hoje deu o consentimento e que mereceu o voto favorável dos deputados do PCP. Uma decisão contudo desrespeitada e manchada pelo PE na resolução que acompanhou este consentimento que hoje foi aprovada, e que mereceu o voto contra dos deputados do PCP.

Os deputados do PCP no PE rejeitam em absoluto a visão hoje aprovada numa resolução com a ajuda da direita e de determinados sectores da social-democracia, que não representa aquela que foi a discussão entre a UE e Cuba. Estes sectores do PE continuam presos a uma posição revanchista, autoritária, neocolonialista, de profundo desrespeito pela soberania do povo cubano e das escolhas e caminhos que livremente este tomou.

Esta resolução procura omitir o criminoso bloqueio a que Cuba está sujeita há quase seis décadas, nega a ocupação ilegal de Guantánamo, palco de atrozes violações de direitos humanos e desvaloriza ainda o papel de Cuba no Processo de Negociação do Acordo de Paz na Colômbia. Foram ainda introduzidos na resolução elementos que são exigidos em Tratados de Livre Comércio, que este acordo não é.

Os deputados do PCP no PE rejeitam toda e qualquer interferência e ingerência nos assuntos internos de Cuba, que têm como único objectivo o derrube de um projecto transformador da sociedade que alcançou elevados níveis e padrões de desenvolvimento social, cultural, tecnológico, a que se soma a reconhecida expressão de solidariedade internacional.

 

 

 

 

A resolução advoga reiterar o repúdio a toda a política contrária aos princípios do Direito Internacional, da Carta das Nações Unidas e do Parlamento Latino-americano e Caribenho.

Líderes operários de 13 países de todos os continentes, reunidos no Encontro Internacional Sindical de Bruxelas, Bélgica, reiteraram a solidariedade com o heróico povo cubano e exigiram o fim do criminoso bloqueio a Cuba.

Em 16 de Junho de 2017, o presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, num discurso, carregado de uma retórica hostil, que relembrou os tempos da confrontação aberta com nosso país, proferido num teatro em Miami, anunciou a política do seu governo para Cuba, a qual reverte avanços alcançados nos dois últimos anos, depois que em 17 de Dezembro de 2014 os presidentes Raúl Castro Ruz e Barack Obama fizeram pública a decisão de restabelecer as relações diplomáticas e iniciar um processo num caminho à normalização dos vínculos bilaterais.

No que constitui um retrocesso nas relações entre os dois países, Trump proferiu um discurso e assinou no próprio acto uma diretiva de política denominada “Memorando Presidencial de Segurança Nacional”, dispondo a eliminação dos intercâmbios educacionais “povo a povo” a título individual e uma maior fiscalização de todos os viajantes americanos para Cuba, bem como a proibição das transações económicas, comerciais e financeiras de companhias norte-americanas com empresas cubanas vinculadas com as Forças Armadas Revolucionárias e os serviços de inteligência e segurança, tudo isto com o objetivo de privar o país económicamente

Bruxelas, 9 jun - Sindicalistas de numerosos países reclamaram o fim do bloqueio económico que os Estados Unidos mantêm contra Cuba, durante um evento realizado na sede do Parlamento Europeu em Bruxelas, informaram hoje fontes diplomáticas.

A exigência ficou escrita numa resolução aprovada no final do encontro, na qual os participantes ratificaram a decisão de continuar apoiando o povo cubano na sua luta contra o cerco económico, comercial e financeiro, considerado o principal obstáculo para o desenvolvimento do país.

O encontro, organizado por eurodeputados do Partido Comunista Grego e a Federação Sindical Mundial (FSM), também advogou pela devolução a Cuba do território da Base Naval de Guantánamo, que se mantém ocupado por Washington contrária à vontade do governo e do povo da nação caribenha.

Na sessão de abertura, o secretário geral da FSM, George Mavrikos, considerou que o bloqueio é uma barbárie, e defendeu a necessidade de reforçar a luta pelo seu levantamento imediato.

Porsua vez, a segunda secretária da Central de Trabalhadores de Cuba, Carmen Rosa López, explicou em detalhe o surgimento e aplicação dessa política estadunidense, e sublinhou a crescente oposição que cresce em todo o mundo.

A dirigente sindical 'reiterou a decisão da classe operária cubana de continuar lutando para combater o bloqueio até ao seu levantamento total e a convição de que só a unidade e a solidariedade, podem levar à vitória', precisou o comunicado diplomático.

A embaixadora de Cuba na Bélgica e na União Européia, Norma Goicochea, agradeceu a realização do evento e reafirmou a decisão irrevogavel e inequívoca do povo cubano de lutar pela sua independência, sua soberania e exercer seus direitos.
 
 
Fonte - Prensa Latina