Damasco, 13 jul - Uma representação da embaixada de Cuba na Síria, encabeçada pelo encarregado de negócios Pablo Ginarte, visitou hoje o hospital militar Yussef Azmeh localizado no bairro Mezzeh da capital.

O diretor do hospital, general de brigada Ghassan Haddad, disse que Síria e Cuba estão na mesma trincheira de luta contra o imperialismo e o sionismo e destacou que apesar das sanções ocidentais, os hospitais militares na Síria continuam em funcionamento.

Explicou que nos anos em que o hospital recebia numerosos feridos entre  2013 e 2015, em sete ocasiões houve casos de militares feridos por ataques químicos e com gases tóxicos ao redor de Damasco perpetrados por grupos terroristas.

Durante o percurso os representantes cubanos confraternizaram com pessoal médico e feridos, entre eles 25 soldados feridos nos recentes combates em Ein Tarma, próxima a Damasco.

 

Fonte - Prensa Latina

O site Nocaute publicou matéria revelando que o deputado venezuelano Juan Requesens, membro do partido Primero Justicia, afirmou publicamente que os protestos violentos feitos pela oposição são uma estratégia necessária para conseguir uma invasão estrangeira no país e derrubar o governo de Nicolás Maduro.

“Para chegar a uma intervenção estrangeira, é preciso passar previamente pela etapa atual de violência”, afirmou. A declaração foi feita em um evento público do qual ele participava, na Universidade Internacional da Flórida, em Miami, em 5 de julho, dia em que a Venezuela celebra sua independência da coroa espanhola.

Segundo Juan Requesens, é preciso impedir a governabilidade de Maduro e obter apoio da opinião pública internacional. E, se a oposição conseguir paralisar a Venezuela mas, ainda assim, acontecer normalmente a eleição para a Assembleia Nacional Constituinte, haverá uma guerra.

“Eu não sei o que vai acontecer neste país, nem posso dizer a vocês que o Nicolás Maduro vai cair amanhã, nem que esta é a cura para todos os males”, afirmou.

Aos 28 anos, Requesens iniciou sua carreira política como liderança do movimento estudantil há dez anos, na Universidade Central da Venezuela, em Caracas, no curso de Ciência Política. Em 2015, foi eleito deputado.

Em 2014, esteve à frente de uma jornada violenta de protestos contra o governo, em que aconteceram diversas guarimbas por todo o país – tipo de manifestação que fecha estradas, ruas e avenidas, impedindo a passagem de veículos.

Os guarimberos são um grupo de aproximadamente sete pessoas que, antes de amanhecer, constroem barricadas com caixas de madeira, sacos de lixo ou pneus e reforçam o bloqueio da via com fogueiras. De lá, atiram bombas de gás lacrimogêneo contra a Guarda Nacional Bolivariana ou contra quem quiser dispersá-los.

As guarimbas deixaram 43 mortos na Venezuela em 2014.

 

Fonte - Portal Vermelho

Nota do Gabinete de Imprensa dos Deputados do PCP ao PE

5 Julho 2017, Estrasburgo

Os deputados do PCP no Parlamento Europeu (PE) saúdam os recentes avanços alcançados nas relações entre a UE e Cuba, que resultaram na revogação da Posição Comum de 1996.

Os deputados do PCP respeitam a decisão soberana do povo de Cuba de celebração do presente Acordo de Diálogo Político e Cooperação, a que o PE hoje deu o consentimento e que mereceu o voto favorável dos deputados do PCP. Uma decisão contudo desrespeitada e manchada pelo PE na resolução que acompanhou este consentimento que hoje foi aprovada, e que mereceu o voto contra dos deputados do PCP.

Os deputados do PCP no PE rejeitam em absoluto a visão hoje aprovada numa resolução com a ajuda da direita e de determinados sectores da social-democracia, que não representa aquela que foi a discussão entre a UE e Cuba. Estes sectores do PE continuam presos a uma posição revanchista, autoritária, neocolonialista, de profundo desrespeito pela soberania do povo cubano e das escolhas e caminhos que livremente este tomou.

Esta resolução procura omitir o criminoso bloqueio a que Cuba está sujeita há quase seis décadas, nega a ocupação ilegal de Guantánamo, palco de atrozes violações de direitos humanos e desvaloriza ainda o papel de Cuba no Processo de Negociação do Acordo de Paz na Colômbia. Foram ainda introduzidos na resolução elementos que são exigidos em Tratados de Livre Comércio, que este acordo não é.

Os deputados do PCP no PE rejeitam toda e qualquer interferência e ingerência nos assuntos internos de Cuba, que têm como único objectivo o derrube de um projecto transformador da sociedade que alcançou elevados níveis e padrões de desenvolvimento social, cultural, tecnológico, a que se soma a reconhecida expressão de solidariedade internacional.

 

 

 

 

A resolução advoga reiterar o repúdio a toda a política contrária aos princípios do Direito Internacional, da Carta das Nações Unidas e do Parlamento Latino-americano e Caribenho.

Líderes operários de 13 países de todos os continentes, reunidos no Encontro Internacional Sindical de Bruxelas, Bélgica, reiteraram a solidariedade com o heróico povo cubano e exigiram o fim do criminoso bloqueio a Cuba.

Em 16 de Junho de 2017, o presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, num discurso, carregado de uma retórica hostil, que relembrou os tempos da confrontação aberta com nosso país, proferido num teatro em Miami, anunciou a política do seu governo para Cuba, a qual reverte avanços alcançados nos dois últimos anos, depois que em 17 de Dezembro de 2014 os presidentes Raúl Castro Ruz e Barack Obama fizeram pública a decisão de restabelecer as relações diplomáticas e iniciar um processo num caminho à normalização dos vínculos bilaterais.

No que constitui um retrocesso nas relações entre os dois países, Trump proferiu um discurso e assinou no próprio acto uma diretiva de política denominada “Memorando Presidencial de Segurança Nacional”, dispondo a eliminação dos intercâmbios educacionais “povo a povo” a título individual e uma maior fiscalização de todos os viajantes americanos para Cuba, bem como a proibição das transações económicas, comerciais e financeiras de companhias norte-americanas com empresas cubanas vinculadas com as Forças Armadas Revolucionárias e os serviços de inteligência e segurança, tudo isto com o objetivo de privar o país económicamente

Bruxelas, 9 jun - Sindicalistas de numerosos países reclamaram o fim do bloqueio económico que os Estados Unidos mantêm contra Cuba, durante um evento realizado na sede do Parlamento Europeu em Bruxelas, informaram hoje fontes diplomáticas.

A exigência ficou escrita numa resolução aprovada no final do encontro, na qual os participantes ratificaram a decisão de continuar apoiando o povo cubano na sua luta contra o cerco económico, comercial e financeiro, considerado o principal obstáculo para o desenvolvimento do país.

O encontro, organizado por eurodeputados do Partido Comunista Grego e a Federação Sindical Mundial (FSM), também advogou pela devolução a Cuba do território da Base Naval de Guantánamo, que se mantém ocupado por Washington contrária à vontade do governo e do povo da nação caribenha.

Na sessão de abertura, o secretário geral da FSM, George Mavrikos, considerou que o bloqueio é uma barbárie, e defendeu a necessidade de reforçar a luta pelo seu levantamento imediato.

Porsua vez, a segunda secretária da Central de Trabalhadores de Cuba, Carmen Rosa López, explicou em detalhe o surgimento e aplicação dessa política estadunidense, e sublinhou a crescente oposição que cresce em todo o mundo.

A dirigente sindical 'reiterou a decisão da classe operária cubana de continuar lutando para combater o bloqueio até ao seu levantamento total e a convição de que só a unidade e a solidariedade, podem levar à vitória', precisou o comunicado diplomático.

A embaixadora de Cuba na Bélgica e na União Européia, Norma Goicochea, agradeceu a realização do evento e reafirmou a decisão irrevogavel e inequívoca do povo cubano de lutar pela sua independência, sua soberania e exercer seus direitos.
 
 
Fonte - Prensa Latina

GENEBRA, 26 de maio de 2017.- A 70ª Assembléia Mundial da Saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS), entregou  o Prémio de Saúde Pública en Memoria do Dr. LEE Jong-wook ao Contingente Internacional de Médicos Especializados no confronto  de desastres e graves epidemias "Henry Reeve".

O prémio foi entregue ao Ministro da Saúde Pública de Cuba, Dr. Roberto Morales Ojeda e ao Dr. Féliz Báez, membro do Contingente, que fazia parte dos 256 colaboradores de saúde cubanos que enfrentaram na Serra Leoa, Libéria e Guiné entre 2014 e 2015, o perigoso surto do vírus Ebola que afetou esses países irmãos do continente Africano.

Ao receber o prémio, o ministro cubano salientou que o Contingente "Henry Reeve" foi constituído em 19 de Setembro de 2005, em Havana pelo Líder Histórico da Revolução Cubana, Comandante em Chefe Fidel Castro Ruz, com o objectivo  de uma cooperação imediata  e com pessoal especialmente treinado, em qualquer país que sofresse uma catástrofe, furacões, inundações ou outros fenómenos naturais, bem como epidemias que constituissem verdadeiras catástrofes naturais e sociais.

O Dr. Morales Ojeda dedicou este prémio ao Comandante em Chefe da Revolução Cubana, que promoveu o humanismo e a solidariedade do povo cubano, inspirado no princípio de compartilhar o que temos e não dar o que nos sobra.

Nestes 11 anos de trabalho do Contingente "Henry Reeve" 7 mil 491 médicos cubanos , em 24 Brigadas Médicas prestaram ajuda em regiões de 21 países de todo o mundo. Estes trabalhadores da saúde pública de Cuba, formados e treinados para estas missões, têm prestado assistência a mais de 3,5 milhões de pessoas, salvando a vida a mais de 80.000 de acordo com as estatísticas.

O Prémio de Saúde Pública em memória do Dr. LEE Jong-wook foi criada em 2008 pela OMS. É concedido a uma ou mais pessoas, uma ou mais instituições ou uma ou mais organizações não governamentais que tenham contribuído de uma forma notável no campo da saúde pública. O Prémio tem como objectivo recompensar uma acção com muito mais alcance que as que são consideradas no restrito cumprimento das obrigações normais.

Fonte - Site Oficial do Ministério de Relações Exteriores de Cuba