Solidariedade e esclarecimento

A visita de Barack Obama a Cuba significou uma importante vitória daquele povo, mas há ainda um longo caminho a percorrer para a normalização das relações, vincou-se em duas iniciativas realizadas a semana passada em Portugal.

A sessão pública ocorrida sexta-feira, 1 de Abril, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e a conferência realizada domingo, 3, na Câmara Municipal de Évora – ambas promovidas pela Associação de Amizade Portugal-Cuba (AAPC) e contando com a participação de membros da sua direcção, bem como com a presença da embaixadora da República de Cuba em Lisboa, Johana Tablada, e, no último caso, também com a participação de Ângelo Alves, da Comissão Política do Comité Central do PCP – concretizam a necessidade de reforçar a solidariedade com Cuba. Em causa está o apoio a um país e a um povo que resistem há décadas a um feroz bloqueio imposto unilateral e ilegalmente pelos EUA, esclarecer sobre as questões essenciais que impedem a normalização das relações entre os dois países, e salientar que a actual situação representa um triunfo da persistência e dignidade do povo e da direcção política cubanos.

Amargo de Boca de Obama em Corroios

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Passaram quatro anos entre um episódio em que Cuba Livre se viu confrontada com o «el culto a la vida» e, ainda recentemente, uma nuance, chamemos-lhe assim, propositada, patente no mesmo local, o Pavilhão Municipal do Alto do Moinho onde decorre anualmente (neste 2016, pela nona vez) o Encontro Intercultural de Saberes e Sabores, iniciativa conjunta da Câmara Municipal do Seixal, Junta de Freguesia de Corroios e Centro Cultural e Recreativo do Alto do Moinho (CCRAM). 

Tudo se deve ao facto da Associação de Amizade Portugal-Cuba (AAPC) assegurar a sua presença no evento com expressivo caracter internacionalista, pelo que recuando a 2012 foi-nos então possível descrever que «na efervescência de um Pavilhão repleto de centenas de visitantes atraídos por uma ininterrupta série de espectáculos oriundos de quatro continentes (desde a Índia até, paciência, às Caraíbas e, mais a sul, ao Brasil), alguém bramou: “Com isto é que eu não estou de acordo!”». 

 

 

O irmão Obama

Artigo de Fidel Castro

Jornal Granma, 28 de Março de 2016

 

Não precisamos que o império nos entregue nada de presente. Nossos esforços serão legais e pacíficos, porque é nosso compromisso com a paz e a fraternidade de todos os seres humanos que vivemos neste planeta.

OS reis da Espanha trouxeram-nos os conquistadores e donos, cujas pegadas ficaram gravadas nos terrenos circulares atribuídos aos buscadores de ouro na areia dos rios, uma forma abusiva e vergonhosa de exploração cujos sinais ainda hoje podem ser advertidos, do ar, em muitos lugares do país.

 

 

Obama em Cuba e na Argentina

In ODIARIO.INFO

As visitas de Barack Obama a Cuba e à Argentina inseriram-se no seu projeto imperial de dominação planetária.

Em Havana e Buenos Aires Obama deu continuidade à sua política de restauração da hegemonia americana sobre a América Latina, comprometida na última década pelos desafios da Venezuela Bolivariana e pela eleição de Evo Morales na Bolívia.

Em Cuba, roçou pela arrogância ao insistir na questão dos direitos humanos e na «democratização do regime». Por cortesia, o Presidente Raúl Castro, quando os jornalistas americanos o interrogaram sobre a existência de presos políticos na Ilha, não recordou que nos EUA (com a maior população carcerária do mundo) há patriotas porto-riquenhos presos há décadas por lutarem pela independência do seu país.

 

 

Cuba reafirma seu compromisso com a luta por um mundo de justiça.

 

Cuba reafirmou nesta quarta-feira (2), em Genebra, o seu compromisso com a luta por um mundo de justiça, liberdade e igualdade para todos. Pedro Núñez, diretor-geral dos Assuntos Multilaterais e Direito Internacional do Ministério das Relações Exteriores de Cuba, expressou que a ilha reforça seu compromisso com uma genuína cooperação internacional, sustentada pela indivisibilidade dos direitos humanos, rejeitando a seletividade e a politização das relações internacionais.

 

Artigo de José Goulão

no seu blogue Mundo Cão

 

Vinte e sete chefes de governo de países da União Europeia deram a David Cameron o que ele queria. Tanto os que se dizem federalistas, como os que não sabem o que são, como os que só pensam em austeridade aceitaram levantar entraves à famosa “livre circulação” de pessoas, outorgaram o direito de veto ao santuário neoliberal da City, permitiram a institucionalização de um apartheid social para os imigrantes e aceitaram que o Reino Unido esteja isento dessa gloriosa máxima da farsa continental que obriga os Estados membros a “trabalhar por uma Europa cada vez mais estreita”.

 

Cuba prepara celebrações pelo 57º Aniversário da Revolução

 

Havana, 31 dez - Em Cuba terminam hoje os preparativos das diversas atividades às comemorações do 57º aniversário do triunfo da Revolução, e para celebrar a chegada do 2016.