2 de fevereiro de 2018

O governo venezuelano respondeu nesta sexta-feira (02/02) às declarações do secretário dos EUA, Rex Tillerson, nas quais sugeria um golpe militar na Venezuela para que, o país "retornasse à Constituição".

Num comunicado oficial, o governo da Venezuela, afirmou que "condena categoricamente as novas e graves ameaças do regime dos Estados Unidos da América contra a paz, a estabilidade e a democracia na Venezuela".

Ainda segundo a nota oficial do governo venezuelano, "o secretário de Estado Rex Tillerson, tornou pública a intenção do seu governo de provocar uma mudança violenta do presidente Nicolás Maduro. Washington confessa assim as suas intenções de agressão, contrárias aos mais elementares princípios do Direito Internacional que regem as relações entre as nações civilizadas".

O comunicado do governo venezuelano surgiu após as declarações feitas pelo secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, durante um evento na Universidade do Texas nesta quinta-feira (1/02). "Não defendemos uma mudança de regime ou a retirada do governo do presidente Nicolás Maduro.
Defendemos que retornem à Constituição. Na história da Venezuela, como na história de outros países da América Latina, muitas vezes são os militares que lidam com isso", insinuou o membro do governo norte-americano.

Segundo Tillerson, "o regime corrupto e hostil de Nicolás Maduro na Venezuela agarra-se a um falso sonho e a uma visão antiquada do país que já causou desilusão nos seus cidadãos".

O comunicado divulgado pelo governo venezuelano também citou que muitos países do mundo sofreram com "operações encobertas, clandestinas, guerras de propaganda, bloqueios económicos e intervenções militares por parte do governo dos Estados Unidos da América". "As insensatas ameaças contra a Venezuela demonstram, mais uma vez, que o governo de Donald Trump se tornou o maior agente de violência, discriminação e humilhação do mundo", afirma o documento.

 

Fonte - Portal Vermelho