30 de dezembro de 2017

Em 2017, o povo venezuelano derrotouas ações violentas que a direita perpetrou durante quatro meses. O governo empreendeu ações para ultrapassar o cerco financeiro contra a Patria. Agora, o Executivo nacional começará 2018 com uma ofensiva para a proteção social.

Foi o que anunciou nesta sexta-feira (29) o presidente da República, Nicolás Maduro, durante a transmissão do programa “A Hora da Salsa”, da Rádio Miraflores.

“Começaremos com força, a partir janeiro darei excelentes notícias e surpresas para proteger o nosso povo desde o primeiro minuto, já a partir do dia um de janeiro”, disse o chefe de Estado.

Nicalás Maduro destacou que graças à ativação da Assembleia Nacional Constituinte (ANC) a Venezuela encerra este ano com paz social e política,a pós um plano violento e golpista da direita que foi posto em prática entre abril e julho e que incluiu ações de rua cujo resultado foram 124 pessoas assassinadas.

“Bendito o dia em que acionei o processo Poder Popular Constituinte, para que este assumisse e exercesse todos os seus Poderes Plenipotenciários”, disse Maduro, ao mesmo tempo em que agradeceu ao povo heroico cubano que venceu as ameaças e ações de violência política e consolidou a paz.

“A vocês e ao povo que Chávez despertou, ao povo de libertadores, agradeço, porque não vacilaram nem um segundo, com a  sua valentia, força, decisão política, ajuda, solidariedade e apoio permanente”, disse Maduro, acrescentando: “Enquantos eles (a oposição) estavam nas trincheiras de rua este povo mobilizou-se durante 120 dias em toda a Venezuela, dizendo paz”.

O chavismo é uma força decisiva

Durante o ano de 2017 o povo participou em três processos eleitorais, realizados entre julho e dezembro. O primeiro — em 30 de julho — para a ANC; posteriormente, em 15 de outubro, foram eleitos os novos governadores e em 10 de dezembro último realizaram-se as eleições para as prefeituras. Nesses actos eleitoraiss, o chavismo consolidou-se como uma força política decisiva no país.

“O chavismo é uma realidade e uma força decisiva na história da Venezuela. Desde que nasceu o chavismo em 1992 e rompeu a história da Venezuela já se passaram 25 anos”, afirmou Maduro, acrescentando que o chavismo continua sendo maioritário na Venezuela “ganhando batalhas políticas e batalhas morais. O chavismo está mais vivo do que nunca”.

Maduro avaliou 2017 como um ano heroico ao vencer os actos de violência da oposição e recuperar a estabilidade social dos venezuelanos com o apoio do poder Constituinte.

Nesse sentido, exortou o povo venezuelano a garantir em 2018 o trabalho de preservação da paz no país. “Temos que cuidar da paz, compartilhar a paz, o amor, a felicidade, a alegria, a solidariedade mútua, o trabaho diário como fizemos neste ano de 2017”.

Ao mesmo tempo, alertou que os elementos da oposição que empregaram a violência persistirão em novos planos para prejudicar a estabilidade social da Venezuela.

Por esta razão, o presidente exigiu que a justiça venezuelana atue perante os planos intervencionistas de Júlio Borges, membro do partido Primeiro Justiça, que conspira no exterior para evitar que cheguem à Venezuela os produtos importados de que a população necessita.

Confirmou a sua disposição ao diálogo – irá realizar-se um novo encontro em 11 e 12 de janeiro – e qualificou alguns elementos da oposição de terroristas pela contínua aposta na violência e na campanha para bloquear internacionalmente o governo nacional em matéria económica.

O chefe de Estado aproveitou o programa para destacar o trabalho que realiza o procurador geral da República, Tareck William, para desmontar as máfias que se criaram na empresa estatal Petróleos da Venezuela (PDVSA) e que pretendiam gerar uma paralisação silenciosa dentro da principal empresa dos venezuelanos.

“Um país inteiro te acompanha em tua batalha contra as máfias, contra a corrupção, contra o crime, contra o fascismo e contra o ódio”.      

 

Fonte - Portal Vermelho