A vida de uma criança, de um homem ou de uma mulher foi sempre o primeiro objectivo para o governo socialista cubano, que estendeu esse humanismo além fronteiras e exerceu em diversas partes do mundo esse sagrado direito de existir.

 

 

Não são mil, nem sequer um milhão. Metade dos seres humanos que habita o planeta não tem acesso a serviços sanitários básicos, enquanto outros tantos fazem  parte das fileiras de pobreza que têm que pagar por este direito universal.

Não são mil, nem sequer um milhão, é metade da humanidade. Perante estes números não podemos perder a perspectiva de que, mesmo que fosse apenas um, seria preciso mudar algo para que essa pessoa tivesse garantido o mais elementar dos direitos, o de viver.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), num relatório conjunto com o Banco Mundial, deu a conhecer por estes dias tais resultados, que estão bem longe dos propósitos da agenda 2030.

«Acelerar urgentemente os esforços de todos para estabelecer uma cobertura universal de saúde» foi o apelo do presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim; contudo, a desigualdade na partilha das riquezas e do lucro de alguns, com base no que deveria ser um direito inalienável, tornam mais cinzento o panorama para aqueles que padecem de desamparo.

Ainda que pareça incrível, este não é um problema de biliões de dólares, ainda que, com certeza, sejam necessários recursos materiais. É, principalmente uma questão de vontade política. Cuba demonstrou isso ao longo dos anos de Revolução, nos quais, sendo um país que ficou com metade dos seus profissionais de medicina, sem ter podido sair do subdesenvolvimento e submetido a um ferrenho bloqueio económico, comercial e financeiro, conseguiu não somente ter um sistema de saúde universal e gratuito, mas também atingir indicadores tão altos como os das nações do Primeiro Mundo.

A vida de uma criança, de um homem ou de uma mulher foi sempre o primeiro objectivo para o governo socialista cubano, que estendeu esse humanismo além  fronteiras, e exerceu em diversas partes do mundo esse sagrado direito de existir.

Por isso, enquanto lemos que metade dos seres humanos não tem acesso aos serviços sanitários básicos, continuando o compromisso de continuar lutando – seja mediante a solidariedade ou nas instancias internacionais – para que este problema se reverta, é impossível não sentir o orgulho sadio de ser cubano.

 

Fonte - Jornal Granma