dezembro 14, 2017

Nascer, Viver, Sonhar…, talvez as palavras saiam fáceis, como a continuidade de algo tão certo que nem sequer duvidamos disso, porque inclusive antes de nascer, já temos direito à própria vida – que é mais do que simplesmente existir. Ou ao menos assim o sentimos nós, os cubanos.

Porque os nossos primeiros passos não são só vigiados pela mãe, pai e avós, também cuidam de nós homens e mulheres de batas brancas que, sem pedir nada em troca e com muito que oferecer, tornam mais seguro o nosso caminho. Também existe a outra casa, a escola, essa que se vai tornando cada vez maior e com novas possibilidades de crescer. E de repente, quando já deixamos de ser crianças, continuamos tendo esses mesmos direitos, porque em Cuba não há idade limite para aprender nem muito menos para receber atendimento médico.

O desemprego também não é uma razão de desvelo. Alguns serão melhores e outros nem tanto, mas sempre haverá um trabalho digno. Não existe temor de sair à rua, nem de nos sentirmoa excluídos pela nossa cor de pele, género, credo ou orientação sexual, porque simplesmente aqui a discriminação não determina se podemos entrar num lugar ou não, nem é uma barreira para sonhar a ser dançarino, músico ou engenheiro.

Porque nesta terra, todos têm direito à justiça numa uma sociedade que defende a dignidade plena do ser humano. Porque se respeita a nossa opinião, ainda que possa haver divergências. Porque embora não faltem aqueles que duvidem dos princípios do respeito e altruísmo que caracterizam este povo, eles existem e são cumpridos e o o nosso país é reconhecido por cumprir a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Porque só um tolo não prestaria atenção aos indicadores de esperança de vida, de mortalidade infantil e materna, de atendimento aos deficientes, de previdência social... Porque só quem não quer escutar a verdade faz ouvidos moucos à opinião internacional e continua argumentando as mesmas injúrias insustentáveis.

Mas, uma vez mais, os sonhos vencem. Porque, inclusive, quando a natureza faz das suas e arranca de raiz o que tínhamos, não importa se era muito ou pouco, não nos sentimos desprotegidos. E isso só é possível quando a confiança no amanhã está ancorada a mais de meio século de nobres causas.

 

Fonte - Jornal Granma