Genebra, 13 dez - Cuba teve uma participação eficaz na Reunião dos Estados Parte da Convenção sobre Armas Biológicas, realizada na ONU em Genebra, onde introduziu várias iniciativas para fortalecer a Convenção, informaram hoje fontes diplomáticas.

De acordo com um comunicado, a delegação cubana contribuiu para a  identificação de medidas juridicamente legais necessárias ao fortalecimento institucional da Convenção, que serão consideradas por uma Reunião de Especialistas.

Neste sentido e segundo o texto, o resultado mais relevante conseguido pelo Movimento dos Países Não Alinhados foi a criação dessa Reunião de Especialistas, a qual deverá reunir-se anualmente de 2018 a 2020 com o fim de analisar as ações necessárias para reforçar a Convenção sobre armas biológicas.

Cuba também avaliou a necessária  identificação de um mecanismo de solução de controvérsias no âmbito da Convenção, referentes a casos em que algum Estado não cumpra de forma injustificada o acesso a agentes biológicos, materiais, equipamento e informação com fins pacíficos.

Este possíveis ocorrências criam obstáculos ao desenvolvimento dos países do Sul nos campos da biotecnologia, engenharia genética, microbiologia e outras áreas relacionadas, acrescentou o comunicado.

Neste sentido, Havana defendeu a importância de promover a troca livre ou emprego de agentes biológicos, materiais, equipamento e informação com fins pacíficos.

A nota diplomática recordou que desde o ano 2001 foram interrompidas de maneira injustificada pelos Estados Unidos, as negociações para chegar a acordo de um Protocolo com vinculo jurídico, o que teria sido uma medida legal e importante para, entre outros aspectos, dispor medidas de verificação no cumprimento da Convenção.

Este instrumento jurídico sobre a proibição do desenvolvimento, a produção e o armazenamento de armas bacteriológicas (biológicas) e toxinas entrou em vigor em 26 de março de 1975 e tem 179 estados parte.

Cuba faz parte da Convenção desde 21 de abril de 1976 e cumpre estritamente com todas as obrigações deste instrumento, indicou recentemente a missão diplomática na ONU.
 
Fonte - Prensa Latina