Hoje, 1º de novembro, a comunidade internacional voltará a pronunciar-se pelo fim de uma política cujos danos acumulados em quase seis décadas de aplicação são da ordem dos US$ 822,2 bilhões (822.280.000.000)

Pela vigésima sexta vez o mundo voltará a pronunciar-se perante o plenário da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre a resolução 71/5 Necessidade de pôr fim ao bloqueio económico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba.

Apesar dessa política cruel e genocida implementada por 11 administrações norte-americanos, o povo cubano não somente resistiu mas não renuncia ao seu desenvolvimento e junto ao seu governo constrói o futuro, como mostra sua participação na atualização do seu modelo económico e social. Ainda, com essa maneira arcaica e isolada de agir do país mais poderoso da Terra, tão pouco conseguiu impedir as manifestações de solidariedade de uma pequena nação que partilha com os mais pobres o que tem, mes,mo que não o que lhe sobre. O prestígio da  maior Ilha das Antilhas cresce mundialmente frente a tão perversa política.

Hoje, 1º de novembro, a comunidade internacional voltará a  pronunciar-se pelo fim de uma política cujos danos acumulados em quase seis décadas da aplicação do bloqueio são da ordem dos US$ 822,2 bilhões (822.280.000.000), levando em conta a desvalorização do dólar frente ao valor do ouro no mercado internacional. Aos preços correntes, o bloqueio provocou prejuízos quantificáveis por mais de US$ 130,1 bilhões (130.178.000.000). Entre abril de 2016 e março de 2017, causou perdas a Cuba na ordem dos US$ 4,3 bilhões (4.305.400.000).

Já era tempo suficiente para que os Estados Unidos cumprissem as 25 resoluções adotadas pela comunidade internacional na Assembleia Geral das Nações Unidas, cujos Estados membros pedem o fim dessa absurda política e o levantamento unilateral e incondicional do bloqueio.

Apesar dos crescentea protestos, o atual presidente dos Estados Unidos disse que se oporá aos pedidos a favor do levantamento do bloqueio na Organização das Nações Unidas e em outros fóruns internacionais, num franco desafio à posição esmagadora da comunidade internacional, do sentir da maioria da opinião pública e de amplos sectores da sociedade norte-americana. Donald Trump não tem capacidade de escutar o mundo. Hoje terá a melhor prova de que não há pior surdo que aquele que não quer ouvir.

 

Fonte - Jornal Granma