Mais de 220 delegados de uma centena de organizações da sociedade civil cubana exigiram, hoje, (19 de outubro) o fim imediato e incondicional do bloqueio norte-americano contra Cuba, durante um foro efetuado no Ministério das Relações Exteriores (Minrex)

No evento o vice-ministro do Minrex, Abelardo Moreno Fernández, sublinhou que não há família nem organização em Cuba que não tenha sofrido, de uma ou outra forma, o efeito do bloqueio, cujos prejuizos ultrapassam os US$ 130 bilhões, a preços correntes, desde a sua implementação, há quase seis décadas.

A partir do começo do processo de normalização das relações bilaterais – destacou – houve passos positivos nesse sentido, porém estes foram limitados e insuficientes, pois a ilegal política se manteve na íntegra, e as medidas que tomadsas foram aplicadas com todo o rigor pelo governo dos Estados Unidos.

«A partir da posse de Donald Trump, o bloqueio foi intensificado pela nova e desesperada tentativa de destruir a Revolução, pelo qual esta política constitui agora mais do que nunca, uma violação dos direitos internacionais, contra a qual nosso povo não deixará de levantar sua voz», sublinhou.

Por outro lado, grande número de artistas, desportistas e representantes das instituições presentes, manifestaram seu apoio à resolução que Cuba apresentará perante a Organização das Nações Unidas, np próximo 1 de novembro, exigindo o levantamento definitivo do bloqueio.

Durante a jornada, foi aprovada, igualmente, uma declaração que reafirma, o direito à livre determinação do povo cubano para construir o seu próprio sistema político, económico e social, de maneira independente e soberana.

O documento exige também o fim da perseguição das relações económicas e financeiras internacionais da Ilha com entidades em terceiros países e exorta os cidadãos norte-americanos a manter o seu apoio à nação caribenha, quanto a esta reivindicação.

 

Fonte - Jornal Granma