Washington,11 de setembro - Amigos e entidades de solidariedade com Cuba iniciaram hoje nesta capital a Jornada contra o Bloqueio 2017, com o objetivo de exigir o fim dessa política americana em vigor há mais de 55 anos.

Este evento, terceiro de seu tipo, realizar-se-á até o próximo dia 16 de setembro mostrando e denunciando os danos que causam o bloqueio na saúde das pessoas.

Queremos que as pessoas conheçam o impacto do bloqueio neste setor tão sensível para todos, disse recentemente à Prensa Latina, Alicia Jrapko coordenadora nos Estados Unidos do Comité Internacional Paz, Justiça e Dignidade dos Povos.

Recordou que apesar das limitações, o acesso aos cuidados de saúde em Cuba é um direito humano conquistado, mas enfatizou que isto não occorre nos Estados Unidos.

Para esta segunda-feira está prevista uma reunião na qual participará o médico cubano Jesús Reno, diretor de Pediatria do Instituto Nacional de Oncologia e Radiologia, e dois diplomados americanos da Escola Latino Americana de Medicina em Cuba (ELAM).

A agenda dos dias seguintes inclui a realização de uma dezena de eventos comunitários e apresentações nas universidades capitalinas e no estado de Maryland.

Projetar-se-á também, o documentário sobre o ELAM 'Atrévete a Soñar', da cineasta Jennifer.

Criado pelo governo cubano em 1999, por a iniciativa do líder histórico da Revolução, Fidel Castro, esse centro formou mais de 28.500 médicos de 103 países, incluindo 170 dos Estados Unidos.

Alicia Jrapko informou que antes ddeste evento, enviaram cerca de 50 cartas a senadores e representantes solicitando compromissos e abordar com eles temas relacionados ao bloqueio.

A partir dessa iniciativa, acrescentou, está prevista uma sessão informativa sobre o tema no Congresso.

Há três dias, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, renovou por mais um ano a Ley de Comercio con el Enemigo, uma iniciativa de 1917 que constitui a base do bloqueio económico, comercial e financeiro imposto a Cuba. imposto a Cuba, uma iniciativa de 1917 que constitui a base do bloqueio económico, comercial e financeiro imposto a Cuba.

Através de um memorando enviado aos Secretários de Estado e do Tesouro, mencionou-se que o exercício de certas competências ao abrigo de tal legislação, que afecta apenas o país do Caribenho, está programado para expirar em 14 de setembro de 2017.

Perante isto, Donald Trump decidiu continuar o bloqueio por mais um ano, até 14 de setembro de 2018, e justificou afirmando que é do interesse nacional dos Estados Unidos.

A referida normativa, na seção 5, delegou ao Chefe de Norte Americano a possibilidade de aplicar sanções económicas em tempo de guerra ou em qualquer outro período de emergência nacional e proibiu o comércio com o inimigo ou seus aliados durante conflitos bélicos.

Em 1962, o então presidente, John F. Kennedy, recorreu a esse estatuto para impor o cerco a Cuba, que desde então foi renovado todos os anos pelos seguintes presidentes.

 

Fonte - Prensa Latina