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Intervenção do Presidente da AAPC no 57º Aniversário da Revolução Cubana

 

Caros companheiros,

Estamos a assinalar o 57º aniversário da Revolução Cubana, data grandiosa, de importância histórica não só para o povo cubano e a América Latina mas para

toda a humanidade. Revolução que foi e é motor e inspiração da luta pela liberdade e soberania dos povos.

57 anos que são exemplo de resistência, de persistência e que apesar da derrocada dos regimes do leste europeu, em Cuba o socialismo continua a avançar a revolução continua viva e a demonstrar ao mundo que com determinação e convicção é possível resistir e construir um mundo melhor.

Antes da revolução,

Mais de metade das terras de cultivo, estavam na mão de estrangeiros; 90% das crianças do campo eram devoradas por parasitas; 14% dos trabalhadores

agrícolas sofriam de tuberculose e 13,5% de tifo; a mortalidade infantil era superior a 60 por cada 1000 nascidos vivos; a esperança de vida era de 58 anos;

mais de meio milhão de crianças não tinha escola; 23,6% da população era analfabeta e mais de um milhão de pessoas não sabia ler nem escrever.

Por outro lado são bem conhecidas as estatísticas que demonstram a transformação profunda operada pela Revolução, os avanços na saúde, na educação e na investigação.

Companheiros,

É com convicção ideológica, disciplina e forte rigor revolucionário que se conseguem as grandes vitórias. As vitórias da democracia da liberdade e da soberania sobre a ditadura do imperialismo que hoje asfixia os povos de todo o Mundo.

O bloqueio económico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América a Cuba, que dura já há mais de 55 anos, constitui um acto criminoso, causador de danos económicos que ascendem a mais de 1 bilião de dólares. Contudo, estes números não abrangem os danos causados pelas sabotagens e outros actos terroristas incentivados, organizados e financiados pelos EUA aos objectivos económicos e sociais do país.

Danos humanos causados no campo da genética médica e biologia molecular na correcção de erros congénitos do metabolismo, no tratamento de crianças com cardiopatias complexas, na terapia de doenças crónicas que podem causar deficiências crónicas em crianças e adolescentes e no tratamento de crianças com leucemia.

No que respeita à alimentação, os danos são enormes, não tendo obstado, porém, a que o governo cubano tivesse conseguido erradicar a fome, esforço

reconhecido e premiado pela FAO (Organização da ONU para a Agricultura e Alimentação) em 2013, assegurando ainda alimentos em todos os centros no

nível pré-escolar e escolar com uma dieta saudável e nutricionalmente adequada. Não obstante, também a educação - outro aspecto fundamental da

revolução cubana, consagrada na Constituição - foi muito afectada pelo bloqueio.

Os dias de hoje encerram grandes perigos para a humanidade e a guerra é terreno fértil do imperialismo.

Se algumas dúvidas pudessem subsistir é só acompanharmos e analisarmos como evoluem num paralelismo chocante, por um lado a perda de direitos a queda do poder de compra dos trabalhadores, as dificuldades de acesso ao ensino o agravamento das políticas de saúde o racismo a xenofobia a perda de soberania dos povos etc., por outro lado assistimos ao incremento da guerra, utilizando o terrorismo “dito” islâmico para tentar esconder o outro terrorismo, o de estado, praticado pelos do pensamento único, do dito mundo desenvolvido, hipócrita e assassino que não olha a meios para atingir os seus vergonhosos fins como temos assistido em Africa, no Médio Oriente e por todo o mundo.

Crimes de guerra hediondos praticados contra o povo Palestiniano pelo estado fundamentalista hebraico de Israel, com o apoio dos E.U.A. e da Arabia Saudita,

contra o povo da Síria, praticado pelos do costume com o apoio da NATO, a destruição do estado Líbio com o único propósito de se apropriarem do petróleo, porque essa é a parte importante de uma estratégia que visa o confisco de matérias-primas.

Patrocinadores militantes do “califado” do “estado Islâmico” e da Al-Qaida em territórios ocupados à Síria e ao Iraque ou organizando campos de treino militar, a NATO, os E.U.A. e os seus aliados Árabes nada diferem daqueles que perpetraram o massacre do Bataclan ou a chacina em Odessa em 2014.

Alguém hoje pode acreditar que um grupo extremista tenha capacidade bélica por si só para ocupar pela força das armas, vastas áreas de território Sírio e Iraquiano sem que lhe tenha sido fornecido apoio de toda a espécie a pontos de formarem um poderoso exército?

Este exército é tudo menos Islâmico companheiros. É isso sim um exército de mercenários pagos para matar.

Esta guerra é paga com o petróleo roubado que é transacionado a preço de saldo através dos intermediários locais, nomeadamente Israel, baixando assim o preço do barril e tem por objectivo por em dificuldade estados com economias dependentes do crude para assim os enfraquecer e criar dificuldades sociais como é o caso da Venezuela e de Angola isto para citarmos apenas 2 exemplos.

A política agressiva Estado-Unidense em marcha acelerada no continente Americano visa a desagregação das conquistas alcançadas pelos povos neste continente e desarticular os regimes democráticos criando condições para a conquista do poder por forças retrogradas e fascizantes.

Veja-se por exemplo a pressão a que o Brasil tem estado sujeito, e os acontecimentos recentes na Venezuela e na Argentina.

Na Europa, é o que nós presenciamos. Depois de tomar parte activa na guerra à Líbia e à Síria, já para não falarmos no silêncio vergonhoso em relação ao que se passa na Palestina, Bruxelas assiste a tomadas de medidas políticas de cariz racista e xenófobo, medidas de profunda desumanidade que nos trazem à memória tristes tempos da nossa história.

O plano económico acompanha a agressividade política e militar e chantageia estados independentes, com governos democraticamente eleitos, forçando-os a seguir politicas que trazem a fome e a miséria aos povos como está neste momento a acontecer em relação a Portugal com a questão do orçamento.

Neste quadro de grande ofensiva do Imperialismo, é tarefa principal das forças revolucionárias e democráticas e de todos os movimentos pacifistas amantes da paz Lutar contra a guerra em defesa da Paz e da soberania dos povos é uma luta gigantesca em que CUBA nos dá o exemplo, pela sua resistência e coragem do povo.

Esta é a realidade que nos é servida diariamente. Uma realidade triste, sombria como sombrios são os desígnios da estratégia imperialista.

Em contrapartida a esta realidade, em Cuba, assiste-se a um processo de reflexão, ditado pela realidade da sociedade Cubana, para aperfeiçoamento do Socialismo.

As revoluções são por definição movimento. Têm dinâmicas próprias e um processo revolucionário tem a necessidade de se questionar a ele próprio.

A nossa solidariedade ao povo de Cuba!!! Confiança no Povo e na sua revolução! Na sua capacidade em honrar os que desembarcaram do GRANMA e subiram a Sierra Maestra.

Solidariedade da AAPC sempre, com a Revolução e o Povo.

Solidariedade que é também a forma de fortalecermos a nossa luta pela Democracia em defesa da nossa soberania por uma sociedade mais justa!

VIVA A SOLIDARIEDADE INTERNACIONALISTA

VIVA CUBA

VIVA PORTUGAL.