20 septiembre 2017

O Ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Bruno Rodriguez, assinou hoje nas Naçoes Unidas o Tratado sobre Proibiçao das Armas Nucleares, durante a cerimónia de adesão ao tratado multilateral.

Cuba e outros 40 estados subcsreveram a iniciativa adoptada no passado 7 de Julho, que estabelece a proibição do desenvolvimento, ensaio, produção, aquisição, posse, armazenamento ou transferência, assim como a ameaça de uso dos artefactos letais, considerados um grave perigo para a sobrevivência humana.

O acordo abrange a obrigaçao de assistência às vitimas e de atender aos danos ambientais decorrentes dos ensaios com armas nucleares, e deixa em aberto a possibilidade de os chamados Estados possuidores aderirem ao tratado, depois de cumprirem os requisitoos fixados no mesmo.

Numa nota de imprensa, Cuba assegurou que a assinatura deste tratado constitui um passo em frente fundamental na direcçao do desarmamento nuclear, que contribuirá de forma significativa para atingir um mundo livre de armas nucleares.

A maior ilha das Antilhas ratificou o seu compromisso com o objectivo de libertar a espécie humana do perigo que na actualidade repreresenta a existência de 15 mil desses meios de exterminio, dos quais 1.800 prontos a usar.

Com este Tratado, a comunidade internacional deixou claramente estabelecido que as armas nucleares não são só desumanas, imorias e eticamente indefensáveis, como também ilegais, sublinhou.

Antes de declarar a convenção aberta à assinatura, o secretário geral da ONU, António Guterres, qualificou-a como histórica emostrou-se reconhecido aos países que a promoveram e apoiaram, assim como à sociedade civil.

A iniciativa, o primeiro tratado multilateral de desarmamento conseguido nas últimas duas décadas, entrará em vigor 90 dias depois da sua ratificação por 50 estados.

 

Fonte - CubaDebate

 

O Presidente do Conselho de Defesa Nacional , General Raul Castro presidiu na ultima quarta-feira a uma reunião com dirigentes do Partido, do Estado e do Governo, em que foram avaliados osdanos causados pelo furacão Irma, tendo definido as acções a desenvolver nesta etapa de recuperação.

Confirmou-se a evacuação de 738 mil pessoas, 86% das quais se abrigaram em casas de vizinhos e familiares, permanecendo ainda mais de 26 mil em centros de evacuação.

O ministro das Minas e Energia informou que o maior prejuízo e a situação mais difícil de solucionar se verificou na central termoeléctrica António Guiteras em Matanzas, cujo sistema de refrigeração com agua do mar ficou destruído pelas ondas. Verificaram-se avarias em 15 linhas de transmissão e em mais de 3 600 postes e 2mil e 39 km de linhas foram afectados pelo furacão, trabalhando-se dia e noite para restabelecer o serviço. Cerca de 90 poços de petróleo situados no litoral norte a ocidente e centro foram danificadas pela forte ondulação.

O ministro da Construção referiu o trabalho de recuperação com intervenção de 20 mil e 400 construtores e 855 máquinas de engenharia, destinadas à reparação de vias, pontes e esgotos, e ainda à reparação de casas e equipamentos sociais. Foi ainda referido que os maiores prejuízos se verificaram nas casas, sobretudo nos telhados. Apesar de ainda não estarem totalmente identificados todos os danos, as fabricas de cimento e de telhas encontram-se a produzir com a capacidade máxima, para satisfação das necessidades.

No sector da agricultura, o maior prejuízo verificou-se na área avícola, já que dezenas de aves destinadas à produção de ovos ficaram sem teto. Foram também afectados os cultivos de banana, milho e de frutas. Está-se entretanto a trabalhar na reactivação de varias culturas para os quais dispõem de sementes, fertilizantes e pesticidas.

No plano da saúde não se verifica até agora o aparecimento de doenças transmissíveis nem nos centros de evacuação nem em qualquer parte do território, tendo-se verificado danos em 516 unidades de saúde.

Finalmente, o Ministro do Turismo informou que, no momento do furacão havia cerca de 51mil turistas 45 mil alojados no litoral norte, tendo dez mil clientes sido evacuados dos Cayos Santa Maria, Coco e Guilhermo.

Estão a ser restabelecidas todas as estruturas ligadas ao turismo, assegurando-se que todas as instalações estarão recuperadas na primeira quinzena de Novembro, início da temporada alta.

O Presidente Raul Castro apelou à continuação do trabalho, a que os problemas sejam enfrentados com serenidade e que se mantenha a informação do população sobre a situação do país

Jornal Abril Abril

Depois das dez toneladas enviadas na segunda-feira, a Venezuela enviou esta quinta-feira mais 600 toneladas de ajuda humanitária para Cuba, país fortemente afectado pela passagem do furacão Irma.

Em declarações à VTV, o ministro venezuelano do Interior, Néstor Reverol, disse que, entre os bens agora enviados, havia materiais para a construção, como portas, janelas ou lavatórios, material eléctrico, colchões, entre outras coisas, informa a AVN.

«O presidente da República, Nicolás Maduro, deu instruções para que se mantenha um corredor internacional humanitário com todos os países das Caraíbas e, em especial, com Cuba», disse o ministro, referindo-se ao modo como o furacão Irma atingiu de modo violento a ilha de Cuba, há uma semana, onde provocou dez mortes, dezenas de feridos e danos materiais avultados.

Na segunda-feira, também em declarações à VTV, no aeroporto de Maiquetia, perto de Caracas, o ministro revelou que uma aeronave da Força Aérea Nacional Bolivariana tinha levado para Cuba colchões, medicamentos, alimentos não perecíveis, água potável, cobertores, lençóis, entre outros bens.

«Mantivemos a coordenação com as autoridades de Cuba e estamos a dar início a uma ponte aérea», disse, acrescentando que também tinha partido para a Ilha uma equipa de avaliação de danos.

Por seu lado, o encarregado de negócios da Embaixada de Cuba na Venezuela, Luis García Trujillo, agradeceu à Venezuela todo o apoio, acrescentando que o povo cubano tem a força necessária para ultrapassar esta situação.

«Temos a convicção de que o povo cubano se vai recompor desta tragédia como o fez em ocasiões anteriores [nomeadamente em 2012 e 2016]. O nosso povo sairá vitorioso desta nova batalha, contando com a ajuda do povo venezuelano», sublinhou García Trujillo, ontem.

O governo venezuelano também enviou ajuda humanitária para as ilhas caribenhas de Antígua e Barbuda e São Martinho, a 7 e 10 de Setembro, respectivamente.

 

Jornal Avante - 14 Setembro 2017

Entrevista de Anabela Fino

De Lisboa para Havana com saudades no coração

Johana Ruth Tablada de la Torre, embaixadora de Cuba em Portugal nos últimos quatro anos, parte para Havana apaixonada pelo país da revolução dos cravos onde se sentiu em casa. Cuba para sua sucessora deixa uma recomendação: voos directos Lisboa/Havana para aproximar ainda mais os que já são tão próximos.

APELO AO NOSSO POVO COMBATIVO

O furacão IRMA, com a sua força destruidora, arremeteu contra a nossa Ilha durante mais de 72 horas, desde a manhã de 8 de Setembro até à tarde deste domingo.Com ventos que ultrapassaram 250 km por hora, percorreu o norte do país desde Baracoa, já castigada por outro fenómeno deste tipo há quase um ano, até às imediações de Cárdenas. No entanto, devido à imensidade da sua extensão, praticamente nenhuma parte território se livrou dos seus efeitos.

Qualificado pelos especialistas como o maior furacão formado no Atlântico, este fenómeno causou severos danos ao país, os quais, pela sua grandeza ainda não foi possível quantificar. Uma apreciação preliminar evidencia afectações nas casas, no sistema electro-energético e agricultura.

Atingiu além disso alguns dos nossos principais destinos turísticos que serão no entanto recuperados antes do início da temporada alta.

Contamos com recursos materiais e humanos para esse efeito, visto constituir uma das principais fontes de rendimento da economia nacional.

Foram dias duros para o nosso povo que, em poucas horas, viu aquilo que foi construído com esforço ser danificado por um furacão devastador.

As imagens das últimas horas são eloquentes, tal como o é o espírito de resistência e vitória do nosso povo que renasce em cada adversidade.

Nestas difíceis horas prevaleceu a unidade dos cubanos, a solidariedade entre vizinhos, a disciplina ante as orientações emitidas pelo Estado Maior da Defesa Civil e Conselhos de Defesa, a todos os níveis o profissionalismo dos especialistas do Instituto de Meteorologia, a rápida intervenção dos nossos meios de comunicação e dos seus jornalistas, o apoio das organizações de massas, assim como a coesão dos órgãos do Conselho de Defesa Nacional.

Especial menção merecem as nossas mulheres, incluindo as dirigentes do Partido e do Governo que com calma e maturidade dirigiram e enfrentaram a difícil situação. 

A missão permanente de Cuba nas Nações Unidas, emitiu uma nota no passado dia 10 do corrente mês em que insiste na exigência de Washington terminar com o sistema de sanções unilateralmente impostas à Nação Cubana.

A nota chama ainda à atenção para o caracter ilegal face ao Direito Internacional, deste Bloqueio total, que constitui o principal obstáculo ao desenvolvimento da Nação Cubana.

A nota salienta que dos 193 membros da Assembleia Geral da Nações Unidas, 191 aprovaram no ano passado uma resolução em que se exigia o fim do Bloqueio.

A representação Cubana, está a trabalhar num novo projeto de resolução a exigir o fim do Bloqueio que será posto à votação na próxima Assembleia Geral que se realizará em Outubro do corrente ano.

 

Fonte - Prensa Latina

Washington,11 de setembro - Amigos e entidades de solidariedade com Cuba iniciaram hoje nesta capital a Jornada contra o Bloqueio 2017, com o objetivo de exigir o fim dessa política americana em vigor há mais de 55 anos.

Este evento, terceiro de seu tipo, realizar-se-á até o próximo dia 16 de setembro mostrando e denunciando os danos que causam o bloqueio na saúde das pessoas.

 

1 de agosto de 2017

O Ministério das Relações Exteriores de Cuba denunciou, nesta segunda-feira (31), que os Estados Unidos, com o apoio do secretário-geral da OEA, Luís Almagro, coloca em prática uma operação nociva contra o povo venezuelano e o governo de Nicolás Maduro.

“Cuba denuncia que foi colocada em marcha uma operação internacional, dirigida em Washington, com apoio do secretário-geral da OEA, Luís Almagro, destinada a silenciar a voz do povo venezuelano, a desconhecer a vontade popular, e impor rendição mediante ataques e sanções econômicas”, diz o comunicado.

O governo cubano afirmou, no comunicado, que “conhece muito bem estas práticas intervencionistas” através das quais os Estados Unidos tentam conquistar “submissão do povo a uma oposição financiada que agora promete fazer arder o país”.

A chancelaria cubana reiterou que só os venezuelanos podem dizer como solucionar seus problemas e traçar seu futuro. “Basta de ingerências, de confabulações e traições contra o espírito bolivariano”, diz o texto.

Cuba também reafirmou sua solidariedade “com o povo e o governo bolivariano e chavista, e com a unidade cívico-militar liderada pelo presidente constitucional Nicolás Maduro”.

 

Fonte- Portal Vermelho