Donald Trump, escolheu Miami para assinar e proferir uma Diretiva num ambiente de espetáculo cinematográfico ao jeito de uma qualquer fita de aventuras de Hollywood.

Escolheu para o aplauso, o local adequado; estava rodeado de amigos do peito. Gente com cadastro no terrorismo internacional, com provas dadas em ações de terror, que causou ao Povo de Cuba milhares de vítimas.

Trump reclama os Direitos Humanos para uma nação, onde o povo tem acesso à educação gratuita, à cultura, à saúde e à livre opinião. País onde o Povo elege de forma direta os seus dirigentes a todos os níveis da vida politica e, onde essa participação é elevadíssima, coisa que, em nenhuma das situações mencionadas os E.U.A. garante ao seu próprio povo.

Temos no entanto de referir que a proclamação de tal diretiva não nos surpreendeu.

Neste dia, 14 de Junho, que se comemora o 89º aniversário do seu nascimento, a Associação de Amizade Portugal Cuba, relembra o homem, escritor, guerrilheiro e revolucionário que foi Che Guevara.

 

 

 

 

O Imperialismo, com o seu braço armado sempre no comando, os E.U.A., não abranda as suas intenções de remover as conquistas alcançadas pelo Povo Venezuelano durante o Processo Revolucionário Bolivariano.

Processo esse, Democrático e Revolucionário, em que o Povo foi sempre chamado a escolher o seu próprio caminho através do voto em eleições com elevada percentagem de participação.

Em pouco mais de década e meia, a Venezuela venceu o analfabetismo, conquistou o acesso gratuito ao Ensino, criou um Serviço Nacional de Saúde gratuito, construiu milhares de casas para os mais necessitados eliminando bairros de lata, deu voz ao Povo.

Não surpreendem por estas razões as gigantescas manifestações de apoio ao Governo Bolivariano e ao seu líder Nicolas Maduro.

A ocultação destes factos por parte de uma comunicação social totalmente enfeudada aos interesses dos seus mandantes, que não cumpre o papel de informar, pondo toda a sua ciência na construção da manipulação, constitui um crime e tem as suas mãos sujas do sangue que tem sido derramado pelos Povos. As invasões levadas a cabo após meticulosa preparação levada a cabo pela imprensa do imperialismo são demonstrativas não faltando exemplos na nossa história recente.

Noticias tímidas sobre as lutas dos trabalhadores e as grandes ações de massas levadas à prática pelo Movimento Sindical Unitário como aconteceu no passado sábado dia 3 confirmam plenamente a subjugação obscena dos média da atualidade. O silenciamento da ação politica e propostas concretas que visem a melhoria da vida do povo por parte de forças que contrariem o pensamento único constituem a linha programática de uma imprensa que é objetivamente de classe.

Existem exemplos sem conta mas, não podemos deixar de salientar uma das situações que domina a atualidade cá pelo burgo: A Republica Bolivariana da Venezuela.

A oposição não quer o dialogo com o Governo Bolivariano eleito legitimamente, mesmo que esse dialogo tenha mediação da Igreja, mas para os média essa oposição é “democrática”. Não respeita a Constituição sufragada democraticamente e os seus lideres incitam permanentemente à violência, mas é democrática. É uma oposição arruaceira, salteadora e assassina, mas é democrática. Assalta supermercados, farmácias, instalações públicas e até hospitais e maternidades, mas para os agentes do imperialismo é democrática. Boicota a distribuição de alimentos e medicamentos, lincha agentes de segurança na praça pública, mas é democrática.

Estamos indubitavelmente perante uma ofensiva que que tem por objetivo alterar o rumo escolhido pelos povos que pugnam pela sua soberania e avanços sociais importantes alcançados e que, pela sua solidariedade contribuíram para mudanças importantes de politicas noutros estados da América Latina. Todos assistimos ao que se passou no Brasil de Dilma e a cobertura a que os salteadores tiveram direito para atingirem o seu grande objetivo: o assalto ao poder! O resultado está à vista: até hoje nada foi apurado contra a presidente deposta, já em relação aos protagonistas dessa farsa o mesmo não se pode dizer.

A denúncia da mentira, a luta contra as politicas belicistas protagonizadas pela NATO, a solidariedade com todos os povos que lutam pela sua soberania deve intensificar-se.

Os resultados dessa luta, as vitórias conseguidas, como recentemente aconteceu em relação aos presos palestinianos em carceres sionistas demonstram que vale a pena lutar e que esse é o caminho que se impõe a todos quantos amam a liberdade e a Paz.

Viva a solidariedade internacionalista.

Venceremos!

O mundo vive hoje sob o engano e a mentira promovida por uma comunicação social de classe a mando dos interesses das gigantescas multinacionais apátridas.

É a manipulação ao serviço do imperialismo Norte Americano acompanhado sem escrúpulos, de espécie alguma, por políticas de direita duma Europa servil perante os interesses das grandes multinacionais.

Receita milagrosa, que visa fundamentalmente promover o obscurantismo e a mentira, alterando factos, tornando agredidos em agressores, com o objetivo supremo de preparar o caminho para a agressão e para invasão de Estados soberanos para “democraticamente” se dar início ao saque.

É o Imperialismo no seu esplendor, sem conseguir esconder ele próprio, que se encontra mergulhado numa crise sem fim à vista.

A sua agressividade e bestialidade assassina é demonstrativa disso mesmo e, é isso que o torna cego e o transporta para o conflito permanente de cariz belicista, porque quando mergulhado nas suas contradições a sua natureza predadora torna-se ainda mais visível.

Os acontecimentos na Síria e mais recentemente na Venezuela, a permanente agressão à Coreia do Norte, o cerco agressivo e provocatório feito à Rússia, o apoio ao fascismo na Ucrânia, o expansionismo de Israel usurpando a Pátria ao martirizado Povo da Palestina, só para ficarmos por alguns exemplos, são disso mesmo prova cabal e demonstram até onde pode chegar a arrogância e agressividade para atingir os seus objetivos sempre relacionados com o saque dos povos nem que para isso tenha de sacrificar a vida de milhares de seres.

A história tem-nos demonstrado esta realidade absoluta. Na verdade, a capacidade de tornar o agressor em agredido só tem sido possível graças ao papel miserável de uma comunicação social, que se tem prestado a cumprir o papel que na Alemanha Nazi, Joseph Goebbels, ministro da propaganda, utilizava.

O papel destes senhores não é o de informar mas sim manipular e, não lhes interessa que as consequências do seu trabalho venham a “legitimar” intervenções militares e a provocar a morte, a miséria, a destruição de Culturas e de Nações, a roubar a Soberania aos povos e a subjugá-los para conseguirem a pilhagem, que após cada invasão se concretiza.

Que serviço à humanidade tem prestado a comunicação social do dito “mundo livre”???…

São na verdade cúmplices destes horrores, como cúmplices são os políticos que, não ignorando a realidade dos factos e por clara opção ideológica tornam possível que verdadeiros atentados e crimes à dignidade humana sejam praticados.

Bem podem estes autointitulados democratas bater com a mão no peito, os seus atos estão gravados na mente dos povos. Não têm perdão!

Somos solidários com todos os Povos que lutam pela sua soberania, pelo direito a uma vida digna, pelas importantes conquistas alcançadas e contra a ingerência do Imperialismo.

Solidariedade internacionalista contra a guerra!

A luta militante pela Paz, é hoje uma prioridade.

A Paz tem de vencer

Os Povos vencerão!

José Martí

19 Maio 1895 - 19 maio 2017

Morre em combate em Dos Ríos o Herói Cubano e ideólogo da Nuestra América.

“O verdadeiro homem não busca o lado que se vive melhor, mas sim o lado que está o dever; e esse é o verdadeiro homem, o único homem prático, cujo sonho de hoje será a lei de amanhã, porque ele que pôs os olhos nas entranhas universais, e viu ferver os povos, ardentes e ensanguentados, no caldeirão dos séculos sabe que no futuro fez a diferença, está do lado do dever”
José Martí

PAPA FRANCISCO

DIÁLOGO, CAMINHO PARA A PAZ

A direita deturpa e mente sobre a realidade da Venezuela porque não admite a existência de regimes progressistas a caminho do Socialismo. Mas os factos são outros.

O povo venezuelano elegeu, por mais do que uma vez, o caminho do progresso, do Socialismo.

O governo do povo venezuelano sempre tem apelado ao diálogo (o diálogo e a paz fazem parte da estrutura da esquerda).

Por exemplo, em Junho de 2016, o Partido do governo “reiterou o apelo para o diálogo que procurasse soluções para a crise”. E este apelo veio no seguimento de uma exortação do Papa Francisco na defesa de um diálogo que “passe dos comunicados e de boas intenções para a vontade de dialogar”.

Em Outubro de 2016, o Vaticano integrou um grupo para esse mesmo diálogo. Há quem diga que nem começou (“El Pais”), há quem diga que durou 40 dias. O que interessa é o essencial: falharam e, agora, o Papa revela que tal se deveu à posição da direita: «parte da oposição não aceita o diálogo que o Vaticano e 4 ex-presidentes ibero-americanos mediaram; não resultou porque as propostas não eram aceitas e sei que, agora, estão a insistir (no diálogo) e penso que tem de ser com condições muito claras.

Parte da oposição não o quer. Tudo o que se puder fazer pela Venezuela tem de ter garantias suficientes, se não estamos a jogar ao “tin tin piruleiro” e a coisa não anda» (declarações no avião, de regresso da viagem ao Egipto) (eu hei-de voltar à deturpação que a direita fez destas declarações, numa 1ª fase, e à sua crítica, a seguir).

Antes e depois disto, sempre o governo venezuelano insistiu no diálogo. A convocação de uma Assembleia Constituinte é, ainda, uma tentativa de diálogo.

Mas, o problema é sempre o mesmo: o capitalismo não quer o Socialismo. As condições da oposição passaram sempre pela saída do Presidente MADURO no prazo de 6 meses, ou seja, “não dialogamos”. Pois, a que propósito é que um Presidente eleito havia de se ir embora? Traía o povo que o elegeu e que hoje vive nas ruas para defender a Revolução? É normal que o diálogo comece com uma imposição deste tipo?

Só uma paciência muito grande convive com esta irracional anormalidade.

É a que tem, também, o PAPA FRANCISCO. Vem agora, mais uma vez, tentar a paz, trilhando todos os caminhos possíveis: reiterar o apelo aos Bispos para que estabeleçam pontes de diálogo entre o governo e a oposição.

REITERAR! Sem a história e a contextualização não se chega ao significado das coisas: o Cardeal Arcebispo de Caracas, Jorge Urosa Sabino, na homilia de Quarta-feira Santa, fomentara a desordem entre crentes afectos ao governo e os da oposição, dentro da igreja (e teve êxito).

Agora, o Papa REITERA o seu apelo ao diálogo.

 

Artigo de opinião

Rui Barreirros

Núcleo de Coimbra da AAPC

A LUTA NA PALESTINA

 

A vida do Homem é, também, luta. Se o não fosse - se fosse possível não o ser - ainda seríamos plantas.

O nascimento, o crescimento e o desenvolvimento são uma luta, dos homens e do Homem.

...

Passámos a Páscoa, que tem significado importante para o Cristianismo. Que protagonizou uma longa e grandiosa luta contra a escravatura, mas também contra valores culturais velhos: ainda hoje, falamos e vivemos na era cristã. A Idade Média teve séculos de luta; contra a servidão, a fome, a sub-condição humana. A Idade Moderna teve lutas por causa da expansão e a burguesia venceu a aristocracia. Na Idade Contemporânea, os Países mais fracos lutaram contra os dominadores e os colonizados contra os invasores. Nascida a classe operária, logo iniciou a sua luta. E estamos na fase final do capitalismo, o imperialismo e a ditadura do capital financeiro.

O POVO PALESTINO vem suportando um sofrimento difícil de “ser sentido”, horrível e confrontador, que há-de deixar estupefactos os vindouros. É uma luta do Golias judeu contra crianças com pedras na mão. Centenas de palestinianos, mesmo encarcerados nas prisões israelitas, prosseguem a sua luta: iniciam hoje uma greve de fome.

Portugal é um País com pesada experiência na luta. Tivemos um campo de concentração para presos políticos a que foi dado o nome de “Campo da Morte Lenta”, porque, por vontade do ditador Salazar, aliado de Hitler e Mussolini, era mesmo para que se morresse devagar e com muito sofrimento. “A morte saía à rua”, entrava na casa das pessoas, a qualquer hora, deambulava numa bebedeira de ódio cego por todo o lado. O povo português conhece, bem demais, o que é lutar e sofrer: durante 48 anos, sobretudo os membros - e até simpatizantes - do Partido Comunista Português, sobretudo estes, sofreram dores profundas e prolongadas no corpo e na alma, muitos chegarem até à morte. Porque lutaram contra a violência do opressor. Como todos os outros, ao longo da História. E venceram. Como todos os outros. Quando lutam.

A greve de fome de centenas de palestinianos encarcerados nas masmorras do invasor israelita é importante para a luta contra o domínio sionista.

Como todas as lutas, VAI SER GANHA. AGORA OU A SEGUIR.

 

Artigo de opinião

Rui Barreiros

Nucleo de Coimbra da AAPC

“COMUNICAÇÃO SOCIAL”,

INSTRUMENTO DO IMPERIALISMO

 

Todo o mundo pensa e está convencido que, ontem, na Venezuela, a oposição foi impedida de se manifestar. Porquê? Porque a chamada “comunicação social” vomitou palavras e imagens de mentira.

...

Estavam marcadas 2 manifestações, 1 de apoio ao Governo e outra contra. Na véspera, agentes do imperialismo tinham afirmado, alto e bom som, que “a Venezuela era questão de 24h/36h”. Ambas as manifestações aconteceram ontem em Caracas, quer uma quer a outra. Mas, a “falta de democracia” da Venezuela impediu que os manifestantes se engalfinhassem entre si, se agredissem, se matassem e tudo fosse resolvido, finalmente, com uma justificada intervenção do exterior. Em 24/36 horas, coisa curta!

Nos países “democráticos”, as coisas são diferentes.

Quando há manifestações de diferentes tendências, a Polícia que está presente tem a função de apresentar uns aos outros e ajudar à confraternização. Pelo menos, era o que se via em Portugal e se vê noutros países. E ainda hoje se vê em Portugal, nos grandes “derbis”: a polícia espera uma das claques na estação do comboio ou noutro local e, depois, ajuda-os a encontrar os da claque rival para que se conheçam e possam confraternizar desportivamente e com amor.

Só visto! Só nas “democracias”! Nas nossas!

O PROBLEMA É QUE, RODEADOS NÓS DE TANTA LIBERDADE, ANDAMOS TODOS MUITO ENGANADOS!!!

 

Artigo de opinião

Rui Barreiros

Nucleo de Coimbra da AAPC