O mundo vive hoje sob o engano e a mentira promovida por uma comunicação social de classe a mando dos interesses das gigantescas multinacionais apátridas.

É a manipulação ao serviço do imperialismo Norte Americano acompanhado sem escrúpulos, de espécie alguma, por políticas de direita duma Europa servil perante os interesses das grandes multinacionais.

Receita milagrosa, que visa fundamentalmente promover o obscurantismo e a mentira, alterando factos, tornando agredidos em agressores, com o objetivo supremo de preparar o caminho para a agressão e para invasão de Estados soberanos para “democraticamente” se dar início ao saque.

É o Imperialismo no seu esplendor, sem conseguir esconder ele próprio, que se encontra mergulhado numa crise sem fim à vista.

A sua agressividade e bestialidade assassina é demonstrativa disso mesmo e, é isso que o torna cego e o transporta para o conflito permanente de cariz belicista, porque quando mergulhado nas suas contradições a sua natureza predadora torna-se ainda mais visível.

Os acontecimentos na Síria e mais recentemente na Venezuela, a permanente agressão à Coreia do Norte, o cerco agressivo e provocatório feito à Rússia, o apoio ao fascismo na Ucrânia, o expansionismo de Israel usurpando a Pátria ao martirizado Povo da Palestina, só para ficarmos por alguns exemplos, são disso mesmo prova cabal e demonstram até onde pode chegar a arrogância e agressividade para atingir os seus objetivos sempre relacionados com o saque dos povos nem que para isso tenha de sacrificar a vida de milhares de seres.

A história tem-nos demonstrado esta realidade absoluta. Na verdade, a capacidade de tornar o agressor em agredido só tem sido possível graças ao papel miserável de uma comunicação social, que se tem prestado a cumprir o papel que na Alemanha Nazi, Joseph Goebbels, ministro da propaganda, utilizava.

O papel destes senhores não é o de informar mas sim manipular e, não lhes interessa que as consequências do seu trabalho venham a “legitimar” intervenções militares e a provocar a morte, a miséria, a destruição de Culturas e de Nações, a roubar a Soberania aos povos e a subjugá-los para conseguirem a pilhagem, que após cada invasão se concretiza.

Que serviço à humanidade tem prestado a comunicação social do dito “mundo livre”???…

São na verdade cúmplices destes horrores, como cúmplices são os políticos que, não ignorando a realidade dos factos e por clara opção ideológica tornam possível que verdadeiros atentados e crimes à dignidade humana sejam praticados.

Bem podem estes autointitulados democratas bater com a mão no peito, os seus atos estão gravados na mente dos povos. Não têm perdão!

Somos solidários com todos os Povos que lutam pela sua soberania, pelo direito a uma vida digna, pelas importantes conquistas alcançadas e contra a ingerência do Imperialismo.

Solidariedade internacionalista contra a guerra!

A luta militante pela Paz, é hoje uma prioridade.

A Paz tem de vencer

Os Povos vencerão!

José Martí

19 Maio 1895 - 19 maio 2017

Morre em combate em Dos Ríos o Herói Cubano e ideólogo da Nuestra América.

“O verdadeiro homem não busca o lado que se vive melhor, mas sim o lado que está o dever; e esse é o verdadeiro homem, o único homem prático, cujo sonho de hoje será a lei de amanhã, porque ele que pôs os olhos nas entranhas universais, e viu ferver os povos, ardentes e ensanguentados, no caldeirão dos séculos sabe que no futuro fez a diferença, está do lado do dever”
José Martí

PAPA FRANCISCO

DIÁLOGO, CAMINHO PARA A PAZ

A direita deturpa e mente sobre a realidade da Venezuela porque não admite a existência de regimes progressistas a caminho do Socialismo. Mas os factos são outros.

O povo venezuelano elegeu, por mais do que uma vez, o caminho do progresso, do Socialismo.

O governo do povo venezuelano sempre tem apelado ao diálogo (o diálogo e a paz fazem parte da estrutura da esquerda).

Por exemplo, em Junho de 2016, o Partido do governo “reiterou o apelo para o diálogo que procurasse soluções para a crise”. E este apelo veio no seguimento de uma exortação do Papa Francisco na defesa de um diálogo que “passe dos comunicados e de boas intenções para a vontade de dialogar”.

Em Outubro de 2016, o Vaticano integrou um grupo para esse mesmo diálogo. Há quem diga que nem começou (“El Pais”), há quem diga que durou 40 dias. O que interessa é o essencial: falharam e, agora, o Papa revela que tal se deveu à posição da direita: «parte da oposição não aceita o diálogo que o Vaticano e 4 ex-presidentes ibero-americanos mediaram; não resultou porque as propostas não eram aceitas e sei que, agora, estão a insistir (no diálogo) e penso que tem de ser com condições muito claras.

Parte da oposição não o quer. Tudo o que se puder fazer pela Venezuela tem de ter garantias suficientes, se não estamos a jogar ao “tin tin piruleiro” e a coisa não anda» (declarações no avião, de regresso da viagem ao Egipto) (eu hei-de voltar à deturpação que a direita fez destas declarações, numa 1ª fase, e à sua crítica, a seguir).

Antes e depois disto, sempre o governo venezuelano insistiu no diálogo. A convocação de uma Assembleia Constituinte é, ainda, uma tentativa de diálogo.

Mas, o problema é sempre o mesmo: o capitalismo não quer o Socialismo. As condições da oposição passaram sempre pela saída do Presidente MADURO no prazo de 6 meses, ou seja, “não dialogamos”. Pois, a que propósito é que um Presidente eleito havia de se ir embora? Traía o povo que o elegeu e que hoje vive nas ruas para defender a Revolução? É normal que o diálogo comece com uma imposição deste tipo?

Só uma paciência muito grande convive com esta irracional anormalidade.

É a que tem, também, o PAPA FRANCISCO. Vem agora, mais uma vez, tentar a paz, trilhando todos os caminhos possíveis: reiterar o apelo aos Bispos para que estabeleçam pontes de diálogo entre o governo e a oposição.

REITERAR! Sem a história e a contextualização não se chega ao significado das coisas: o Cardeal Arcebispo de Caracas, Jorge Urosa Sabino, na homilia de Quarta-feira Santa, fomentara a desordem entre crentes afectos ao governo e os da oposição, dentro da igreja (e teve êxito).

Agora, o Papa REITERA o seu apelo ao diálogo.

 

Artigo de opinião

Rui Barreirros

Núcleo de Coimbra da AAPC

A LUTA NA PALESTINA

 

A vida do Homem é, também, luta. Se o não fosse - se fosse possível não o ser - ainda seríamos plantas.

O nascimento, o crescimento e o desenvolvimento são uma luta, dos homens e do Homem.

...

Passámos a Páscoa, que tem significado importante para o Cristianismo. Que protagonizou uma longa e grandiosa luta contra a escravatura, mas também contra valores culturais velhos: ainda hoje, falamos e vivemos na era cristã. A Idade Média teve séculos de luta; contra a servidão, a fome, a sub-condição humana. A Idade Moderna teve lutas por causa da expansão e a burguesia venceu a aristocracia. Na Idade Contemporânea, os Países mais fracos lutaram contra os dominadores e os colonizados contra os invasores. Nascida a classe operária, logo iniciou a sua luta. E estamos na fase final do capitalismo, o imperialismo e a ditadura do capital financeiro.

O POVO PALESTINO vem suportando um sofrimento difícil de “ser sentido”, horrível e confrontador, que há-de deixar estupefactos os vindouros. É uma luta do Golias judeu contra crianças com pedras na mão. Centenas de palestinianos, mesmo encarcerados nas prisões israelitas, prosseguem a sua luta: iniciam hoje uma greve de fome.

Portugal é um País com pesada experiência na luta. Tivemos um campo de concentração para presos políticos a que foi dado o nome de “Campo da Morte Lenta”, porque, por vontade do ditador Salazar, aliado de Hitler e Mussolini, era mesmo para que se morresse devagar e com muito sofrimento. “A morte saía à rua”, entrava na casa das pessoas, a qualquer hora, deambulava numa bebedeira de ódio cego por todo o lado. O povo português conhece, bem demais, o que é lutar e sofrer: durante 48 anos, sobretudo os membros - e até simpatizantes - do Partido Comunista Português, sobretudo estes, sofreram dores profundas e prolongadas no corpo e na alma, muitos chegarem até à morte. Porque lutaram contra a violência do opressor. Como todos os outros, ao longo da História. E venceram. Como todos os outros. Quando lutam.

A greve de fome de centenas de palestinianos encarcerados nas masmorras do invasor israelita é importante para a luta contra o domínio sionista.

Como todas as lutas, VAI SER GANHA. AGORA OU A SEGUIR.

 

Artigo de opinião

Rui Barreiros

Nucleo de Coimbra da AAPC

“COMUNICAÇÃO SOCIAL”,

INSTRUMENTO DO IMPERIALISMO

 

Todo o mundo pensa e está convencido que, ontem, na Venezuela, a oposição foi impedida de se manifestar. Porquê? Porque a chamada “comunicação social” vomitou palavras e imagens de mentira.

...

Estavam marcadas 2 manifestações, 1 de apoio ao Governo e outra contra. Na véspera, agentes do imperialismo tinham afirmado, alto e bom som, que “a Venezuela era questão de 24h/36h”. Ambas as manifestações aconteceram ontem em Caracas, quer uma quer a outra. Mas, a “falta de democracia” da Venezuela impediu que os manifestantes se engalfinhassem entre si, se agredissem, se matassem e tudo fosse resolvido, finalmente, com uma justificada intervenção do exterior. Em 24/36 horas, coisa curta!

Nos países “democráticos”, as coisas são diferentes.

Quando há manifestações de diferentes tendências, a Polícia que está presente tem a função de apresentar uns aos outros e ajudar à confraternização. Pelo menos, era o que se via em Portugal e se vê noutros países. E ainda hoje se vê em Portugal, nos grandes “derbis”: a polícia espera uma das claques na estação do comboio ou noutro local e, depois, ajuda-os a encontrar os da claque rival para que se conheçam e possam confraternizar desportivamente e com amor.

Só visto! Só nas “democracias”! Nas nossas!

O PROBLEMA É QUE, RODEADOS NÓS DE TANTA LIBERDADE, ANDAMOS TODOS MUITO ENGANADOS!!!

 

Artigo de opinião

Rui Barreiros

Nucleo de Coimbra da AAPC

EUA CONTRA AMÉRICA LATINA

 

A Ministra dos Negócios Estrangeiros da Venezuela agradeceu aos Países membros da OEA (Organização dos Estados Americanos) que tomaram uma posição firme e não se vergaram às pressões e chantagens dos EUA para que a OEA tomasse medidas e acções contra a Venezuela, na sua última reunião, 3ª feira, e na qual 2 congressistas dos EUA ameaçaram de forma grosseira os países que a tal se opuseram.

Entretanto, o senador republicano Marco Rubio, ex-candidat...o à Casa Branca e influente na Comissão de Relações Exteriores, ameaçou directamente os governos da República Dominicana, S. Salvador e Haiti e, em entrevista ao “Nuevo Herald, o maior diário em língua espanhola dos EUA, afirmou: «Estamos a viver um ambiente muito difícil em Washington, onde se equacionam cortes significativos na ajuda ao estrangeiro, e para nós vai ser difícil justificar a ajuda a estes países se eles, afinal, são países que não cooperam na defesa da democracia na região. Isto não é uma ameaça, mas é a realidade».

 

Artigo de opinião

Rui Barreiros

Nucleo de Coimbra da AAPC

BRASIL

IGREJA CATÓLICA CONTRA REFORMA TEMER

Depois do PAPA FRANCISCO recusar deslocar-se ao Brasil, a Igreja Católica do Brasil manifestou discordância em relação à reforma do regime de pensões que o actual governo do Brasil pretende impor: «a reforma das pensões não pode ser decidida à pressa, nem pode colocar os interesses do mercado financeiro e razões de natureza económicas acima das necessidades da população; os valores éticos e sociais e a solidariedade são essenciais» (declarações do Secretário-geral da Conferência Nacional de Bispos Brasileiros e do Bispo Auxiliar de Brasília).

 

Artigo de opinião

Rui Barreiros

Nucleo de Coimbra da AAPC

 

 

IMPERIALISMO CONTRA A VENEZUELA

 

I – A que se refere a “6ª coluna” quando fala em “golpe de Estado” na Venezuela?

[II. Venezuela não pode vir a ser a Líbia da América do Sul!]

0. Já de alguns anos atrás, o imperialismo escolheu a comunicação social como sua arma pesada para fazer guerra contra os inimigos. Nenhuma dúvida haverá. Ao acaso, por não ser necessário mais e o espaço ser curto: «Os incidentes na Venezuela na última semana - que levaram o governo a retirar e depois a devolver as atribuições legislativas ao Congresso – …» (“Folha de S. Paulo”, de 3 de Abril).

1. A CR da Venezuela é considerada uma obra jurídico-política de grande qualidade. Como acontece genericamente na elaboração das Constituições, os  constituintes da actual CR venezuelana, 1999, para a sua elaboração, passaram em revista as mais importantes congéneres mundiais, nomeadamente a espanhola, italiana, alemã, francesa, a de alguns países da América Latina e respectivas jurisprudências. E, foi especialmente considerada, a CR portuguesa.

2. Desde 1811, data da sua independência, a Venezuela adoptou o sistema presidencialista; não o semi-presidencialismo nem o parlamentar. Isso, por influência do modelo dos EUA e, em certa medida, do francês.

3. Como em todos os países, a CR venezuelana atribui a um órgão especial a competência específica para o controle da constitucionalidade dos actos jurídicos. Em Portugal, é um órgão que pertence a uma ordem judiciária diferente da comum. Na Venezuela, como em muitos países, é uma secção especializada do Supremo Tribunal (como alguns também defendem para Portugal, mas é questão que não vem ao caso).

4. Desde a Revolução Francesa que as Constituições dos países que se arrogam de democráticos baseiam a organização do poder estadual na chamada “divisão de poderes”.

4.1. Neste contexto, tribunais estaduais - não federais - dos EUA anularam 2 decisões do Presidente dos EUA, Trump, que as acatou (embora esteja em curso a substituição de quem decidiu, mas é outra coisa).

5. A “Sala” (Secção) constitucional do STJ da Venezuela, na sequência das eleições de 6/12/2015, considerou que 3 candidatos não podiam tomar posse, por estarem envolvidos em fraude ocorrida na respectiva mesa eleitoral. Não sendo a posse válida, a partir daí a sua participação no parlamento não tem valor jurídico e, consequentemente, também não as deliberações para cuja validade sejam necessários os votos dos 3 referidos não empossados.

6. A Assembleia Nacional (Parlamento) da Venezuela não acatou a decisão da Secção Constitucional do Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela, conferindo-lhes pretensa posse.

7. Mais decidiu que o STJ assumisse as funções da Assembleia Nacional de forma a poder-se salvaguardar o Estado de Direito, uma vez que aquele órgão não acata as leis da República, encontra- se em situação de contumácia e sem possibilidade de deliberar de forma válida, desde 5 de Janeiro de 2016.

8. Em 31/3/17, a titular do Ministério Público venezuelano, numa conferência de imprensa fora do âmbito das suas funções, emitiu a opinião de que a decisão do tribunal violava a lei. Não apontou um único argumento para a referida afirmação (o que se menciona apenas por ter sido referido por constitucionalistas venezuelanos que, entretanto, elogiaram o percurso profissional da referida Magistrada).

9. O Presidente Nicolás Maduro, na linha da sua permanente atitude de procura de diálogo e consenso com todos os órgãos de poder e forças políticas (incluindo a oposição), pediu ao “Conselho da Defesa da Nação” (art. 323º da CR), que é integrado por todos os órgãos de poder, que se pronunciasse sobre as 2 diferentes posições (dizem os referidos constitucionalistas: entre uma decisão de um órgão judicial, no âmbito das suas funções, e a opinião de um titular de órgão de poder, emitida fora das suas funções).

10. O referido Conselho exortou (e não, “ordenou”, como diz a 6ª coluna) a que o tribunal revisse aspectos da decisão que violavam a lei.

11. O Tribunal, por meio de uma “aclaração” da decisão anterior, alterou-a (poderia ter sido por “revisão de sentença”, como defendem prestigiados constitucionalistas venezuelanos, que, ao mesmo tempo, consideram ser uma questão menor, meramente formal). Alterou a decisão anterior, mas em aspectos não essenciais, não na chamada “parte dispositiva” da sentença, que é aquela que, no final, emite um “comando”: “ordena” “condena”, “interpreta”, etc.. A parte dispositiva manteve-se inalterada.

12. O imperialismo, através da oposição interna, considerou a decisão do tribunal ilegal; e, mais do que ilegal, um “golpe de Estado”, por pôr em causa o órgão parlamentar. (Trump não se lembrou deste argumento porque não está em situação de aflição para dizer tamanha asneira). O argumento foi o de que o Parlamento foi eleito há pouco tempo e, portanto, tem a força e a legitimidade da vontade popular, e o tribunal não. É evidente que tal posição é absolutamente ridícula, pois acima de tudo há que respeitar o princípio da divisão de poderes. Pelo menos até que as ordens constitucionais sejam alteradas (!) (não dá vontade de rir, porque já tivemos a triste tristeza de ouvir isto em Portugal, post 25/4!).

13. O imperialismo, através da oposição interna, considerou ilegal a “revisão” da sentença, porque um tribunal não pode dizer uma coisa e, depois, desdizê-la. Mas, trata-se de um instituto previsto em todas as ordens jurídicas e inarredável. De forma muito simples e clara, pode dizer-se que ele existe porque, inarredavelmente, “todos se enganam”, nem sempre se é “claro no que se diz”! Tão simples como isso!

[Entretanto, a contra-ofensiva é tão galopante que a OEA - já qualificada de “Ministério para as Colónias” –, de forma totalmente ilegal, a 2 níveis, acabou de tomar posições contra a Venezuela, tão graves que alguns receiam que a Venezuela possa vir a ser a “Líbia da América do Sul”. A oposição tudo vai fazer para isso nas manifestações que estão a decorrer hoje em Caracas, terminando todas em frente da Assembleia Nacional.

Será a parte II]

 

Artigo de opinião

Rui Barreiros

Nucleo de Coimbra da AAPC