A Associação de Amizade Portugal-Cuba manifesta a sua solidariedade com o povo cubano, mais uma vez exemplo de luta e superação face à violência extrema do furacão Irma.

Registamos que, ao contrário do que aconteceu noutros países vítimas quer desta catástrofe quer do violento terramoto do México, a acção do governo revolucionário, a organização e a disciplina revolucionárias evitaram maiores danos pessoais.

A capacidade de defender e acudir à população, a capacidade de reacção e planificação, marcam a diferença de uma revolução pelo povo e para o povo.

Apesar das dificuldades sofridas, Cuba enviou 750 médicos para apoio das populações vítimas do furacão nas Caraíbas e ainda técnicos habilitados para
repor a electricidade nesses países vizinhos.

Registamos e lamentamos que, enquanto numerosos governos de todo o mundo manifestaram a sua solidariedade com o povo cubano, o Senhor Trump considerou oportuno renovar a vigência do bloqueio a Cuba.

Prestaremos a nossa solidariedade, hoje como no passado, ao povo cubano sempre solidário.

Lisboa,11 de Setembro de 2017

 

Hoje 13 de Setembro celebramos a vida de Fidel Castro porque ele continua vivo na memória e na vida do povo cubano, dos outros povos da América Latina e em todos os países em que a cooperação e a solidariedade cubana se manifestaram.

Fidel fica e ficará na História de Cuba, da América Latina e na de todos os povos que lutaram pela dignificação do Homem, como símbolo da luta anti-colonialista e anti-imperialista.

Combatente pela libertação de Cuba da tirania de Baptista, ao chegar ao poder cumpre o programa de Moncada com os objetivos que definiu na sua defesa em tribunal : é feita a Reforma Agrária e nacionalizadas  empresas norte-americanas que sabotavam a economia cubana.

Fidel inspirou o seu povo a resistir à invasão mercenária organizada pela administração norte-americana, mobilizou o povo cubano para eliminar o analfabetismo em apenas um ano, apelando a toda a população para que fosse por todo o país alfabetizar, incorporando nesta batalha de alfabetização, jovens, quase meninos, alguns vítimas de terroristas infiltrados no país.

O direito à saúde, ao ensino e à cultura é assegurado e consagrado na Constituição.

Embora instaurado o mais longo bloqueio da História - que ainda se mantém - a solidariedade internacionalista manifestou-se desde os primeiros anos da revolução cubana, com o envio de soldados para apoio ao governo da Argélia.

Mais tarde, milhares de cubanos atravessariam o Atlântico para apoiarem a luta pela independência em Angola, tendo sido decisiva a sua intervenção para a derrota do Apartheid, na batalha de Cuito-Canavale  orientada por Fidel, desde Havana.

O Presidente Boutflika da Argélia dizia que Fidel tinha a capacidade de  viajar ao futuro e regressar para explicá-lo e essa extraordinária visão estratégica explica que tenha sido o primeiro chefe de Estado a manifestar preocupações sobre o ambiente e a conservação da terra.

Em 1989, prevendo o possível desaparecimento da URSS, afirmou que mesmo nessa circunstância, Cuba continuaria a defender o socialismo.

A sua profunda honestidade, a preocupação em falar verdade ao povo, a coerência da sua conduta, a confiança que inspirava, porque sempre falava a verdade, explica a resistência deste povo durante o período especial em tempo de paz, após a queda dos países socialistas da Europa, em tempos em que as dificuldades de abastecimento eram enormes, em que havia “apagones” de energia elétrica com a duração de 16 ou até 20 horas por dia mas em que nunca falhou a assistência na saúde nem foi fechada uma única escola ou outro estabelecimento de ensino.

O exemplo de Cuba frutificou na América Latina, tendo sido possível a criação de estruturas de cooperação e desenvolvimento que abrangem as Caraíbas.

Apesar da atual ofensiva do imperialismo na América do Sul e Central, que não se dirige apenas contra a Venezuela, não serão destruídos os progressos realizados e estes países não voltarão a ser o pátio traseiro dos EUA!

Fidel,” ardente profeta da aurora” como lhe chamou o Che, permanece vivo, como Bolívar e Marti e esta  revolução que “nasceu das entranhas do povo, que se alimenta das entranhas do povo  é viva, vigorosa e indestrutível!”

Honraremos Fidel e a revolução cubana e seremos solidários com a luta pela libertação de todos os povos da América Latina!

 

26 de Julho de 1953 

Primeiro marco histórico da Revolução Cubana liderada por Fidel Castro

 

Cumprem-se hoje 64 anos sobre aquele dia em que 166 jovens cubanos, no intento de derrubarem o ditador Fulgêncio Batista e libertarem o seu povo da afronta e opróbrio a que a desumana ditadura o submetia fizeram o assalto ao Quartel Moncada, em Santiago de Cuba e ao Quartel Carlos Manuelde Céspedes, em Bayamo.

 

A operação foi um desastre e a maior parte dos jovens assaltantes foi assassinada -e dizemos “assassinada” porque muitos deles foram baleados depois de terem sido presos.

Fidel Castro foi julgado e condenado a 15 anos de prisão, mas a sua defesa em tribunal (mais tarde publicada no livro “A História me absolverá”) constituiu um verdadeiro libelo acusatório contra o regime da tirania de Batista, ao mesmo tempo que continha todo um programa da luta revolucionária que, efectivamente, cerca de 3 anos mais tarde  se iniciou na Sierra Maestra e saiu vitoriosa em 1 de Janeiro de 1959.

O caso é que embora condenado (em 1953) a 15 anos de prisão, Fidel Castro e os demais jovens presos com ele, graças à imensa campanha internacional a favor da sua libertação foram efectivamente libertados em 1965.

Foi então criado o Movimento Revolucionário 26 de Julho (M-26-7)

Exilado no México com outros companheiros foi lá que Fidel conheceu Che Guevara que, apesar de ser argentino, se juntou ao grupo e integrou os combatentes que a bordo de iate “Granma” desembarcaram em Cuba em Dezembro de 1956 para iniciarem a gesta da guerrilha revolucionária na Serra Maestra, que logrou sair vitoriosa em 1 de Janeiro de 1959.

A AAPC saúda o 26 de Julho e homenageia os heróicos e abnegados combatentes revolucionários que libertaram Cuba e o seu povo da opressão a que estavam submetidos.

A Direcção

 

 

A Pátria de Bolivar continua sob o fogo criminoso das Democracias Ocidentais, as quais, cada vez mais enfraquecidas e seguidistas do Imperialismo Americano, mostrando-se assim, ostensivamente, cúmplices dos crimes hediondos que, com o falso pretexto da defesa dos direitos humanos, têm sido praticados e causado milhares de vitimas aos povos que lutam pela sua soberania, provocando golpes de estado para remover governos eleitos democraticamente que tenham a ousadia de colocar em causa o seu domínio e os seus interesses económicos.

O que hoje se passa na República Bolivariana da Venezuela, corresponde a uma brutal ofensiva movida pelo imperialismo norte americano e seus parceiros com o claro objetivo de por fim à Revolução Bolivariana afastando o Povo da participação cívica e decisão do seu próprio destino.

 

No dia 5 de Julho, pelas 11:30, junto à estátua de Simón Bolívar, na Avenida da Liberdade, vamos associar-nos às comemorações do Dia da Independência da Venezuela e expressar a nossa solidariedade com o seu povo.

A Associação de Amizade Portugal Cuba expressa a sua solidariedade com as forças progressistas e com o Povo Venezuelano e condena com veemência os atos criminosos de vandalismo perpetrados por uma oposição que recusa o diálogo político e opta pela violência e destruição nas ruas com o objetivo de provocar o caos e de dificultar a ação governativa.

Quem ataca maternidades, farmácias, escolas e estabelecimentos públicos não quer o bem do povo nem a sua liberdade; quem assalta estabelecimentos militares, ateia fogueiras de lixo nas ruas e incendeia autocarros de transporte público; quem assassina os seus compatriotas, não pretende um regime democrático. Parlamentares da oposição que comandam nas ruas atos de violência extrema só podem estar ao serviço de interesses que nada têm a ver com o bem do Povo Venezuelano.

A razão de tal violência nada tem a ver com o interesse do Povo Venezuelano, mas antes com o esbulho das riquezas naturais desta nação que são pertença do seu Povo e às quais o Imperialismo e a Oligarquia Venezuelana querem deitar a mão.

Somos solidários com todos os processos progressistas que na América Latina se assumem como frente de resistência ao imperialismo e, por isso, expressamos a nossa solidariedade neste momento em que, na sequência de anteriores tentativas e golpes, a Revolução Bolivariana é alvo de uma violenta ofensiva que visa o regresso do domínio dos falcões.

Ao fazê-lo condenamos a guerra económica e mediática que organizações de extrema-direita, estruturas ligadas ao grande capital e ao imperialismo, especialmente o imperialismo norte-americano, têm desenvolvido ao longo dos últimos anos contra o legítimo poder político venezuelano que, como a realidade demonstra, continua a gozar de um forte apoio popular na Venezuela e da solidariedade da generalidade dos Estados da América Latina, bem como de numerosos países e povos de outros continentes.

A Associação de Amizade Portugal Cuba destaca o papel que a Venezuela tem tido na solidariedade com os povos da América Latina, com Cuba e a sua Revolução, razão forte e estratégica que motiva a ingerência dos E.U.A. nos assuntos que só ao Povo Venezuelano cabe resolver.

A Associação de Amizade Portugal Cuba, defendendo e afirmando o direito de todos os povos do Mundo a definirem, de forma soberana e livres de ingerências externas, os seus destinos, expressa a sua confiança na luta do povo venezuelano e das suas forças progressistas e apela à participação na jornada de solidariedade por ocasião das comemorações do dia da independência a realizar no próximo dia 5 de Julho, junto à estátua de Simón Bolívar na Avenida da Liberdade, em Lisboa.

26jun2017

 

Donald Trump, escolheu Miami para assinar e proferir uma Diretiva num ambiente de espetáculo cinematográfico ao jeito de uma qualquer fita de aventuras de Hollywood.

Escolheu para o aplauso, o local adequado; estava rodeado de amigos do peito. Gente com cadastro no terrorismo internacional, com provas dadas em ações de terror, que causou ao Povo de Cuba milhares de vítimas.

Trump reclama os Direitos Humanos para uma nação, onde o povo tem acesso à educação gratuita, à cultura, à saúde e à livre opinião. País onde o Povo elege de forma direta os seus dirigentes a todos os níveis da vida politica e, onde essa participação é elevadíssima, coisa que, em nenhuma das situações mencionadas os E.U.A. garante ao seu próprio povo.

Temos no entanto de referir que a proclamação de tal diretiva não nos surpreendeu.

Neste dia, 14 de Junho, que se comemora o 89º aniversário do seu nascimento, a Associação de Amizade Portugal Cuba, relembra o homem, escritor, guerrilheiro e revolucionário que foi Che Guevara.

 

 

 

 

O Imperialismo, com o seu braço armado sempre no comando, os E.U.A., não abranda as suas intenções de remover as conquistas alcançadas pelo Povo Venezuelano durante o Processo Revolucionário Bolivariano.

Processo esse, Democrático e Revolucionário, em que o Povo foi sempre chamado a escolher o seu próprio caminho através do voto em eleições com elevada percentagem de participação.

Em pouco mais de década e meia, a Venezuela venceu o analfabetismo, conquistou o acesso gratuito ao Ensino, criou um Serviço Nacional de Saúde gratuito, construiu milhares de casas para os mais necessitados eliminando bairros de lata, deu voz ao Povo.

Não surpreendem por estas razões as gigantescas manifestações de apoio ao Governo Bolivariano e ao seu líder Nicolas Maduro.

A ocultação destes factos por parte de uma comunicação social totalmente enfeudada aos interesses dos seus mandantes, que não cumpre o papel de informar, pondo toda a sua ciência na construção da manipulação, constitui um crime e tem as suas mãos sujas do sangue que tem sido derramado pelos Povos. As invasões levadas a cabo após meticulosa preparação levada a cabo pela imprensa do imperialismo são demonstrativas não faltando exemplos na nossa história recente.

Noticias tímidas sobre as lutas dos trabalhadores e as grandes ações de massas levadas à prática pelo Movimento Sindical Unitário como aconteceu no passado sábado dia 3 confirmam plenamente a subjugação obscena dos média da atualidade. O silenciamento da ação politica e propostas concretas que visem a melhoria da vida do povo por parte de forças que contrariem o pensamento único constituem a linha programática de uma imprensa que é objetivamente de classe.

Existem exemplos sem conta mas, não podemos deixar de salientar uma das situações que domina a atualidade cá pelo burgo: A Republica Bolivariana da Venezuela.

A oposição não quer o dialogo com o Governo Bolivariano eleito legitimamente, mesmo que esse dialogo tenha mediação da Igreja, mas para os média essa oposição é “democrática”. Não respeita a Constituição sufragada democraticamente e os seus lideres incitam permanentemente à violência, mas é democrática. É uma oposição arruaceira, salteadora e assassina, mas é democrática. Assalta supermercados, farmácias, instalações públicas e até hospitais e maternidades, mas para os agentes do imperialismo é democrática. Boicota a distribuição de alimentos e medicamentos, lincha agentes de segurança na praça pública, mas é democrática.

Estamos indubitavelmente perante uma ofensiva que que tem por objetivo alterar o rumo escolhido pelos povos que pugnam pela sua soberania e avanços sociais importantes alcançados e que, pela sua solidariedade contribuíram para mudanças importantes de politicas noutros estados da América Latina. Todos assistimos ao que se passou no Brasil de Dilma e a cobertura a que os salteadores tiveram direito para atingirem o seu grande objetivo: o assalto ao poder! O resultado está à vista: até hoje nada foi apurado contra a presidente deposta, já em relação aos protagonistas dessa farsa o mesmo não se pode dizer.

A denúncia da mentira, a luta contra as politicas belicistas protagonizadas pela NATO, a solidariedade com todos os povos que lutam pela sua soberania deve intensificar-se.

Os resultados dessa luta, as vitórias conseguidas, como recentemente aconteceu em relação aos presos palestinianos em carceres sionistas demonstram que vale a pena lutar e que esse é o caminho que se impõe a todos quantos amam a liberdade e a Paz.

Viva a solidariedade internacionalista.

Venceremos!