Num dia como hoje, há 59 anos, era o triunfo da luta revolucionária contra a tirania corrupta de Fulgêncio Baptista, enfeudada ao imperialismo norte-americano.

O povo acolheu com carinho, entusiasmo e esperança aquele grupo de homens que apenas três anos antes tinha desembarcado, vindo do México, reunido em torno de um homem que lhes propunha acabar com a miséria endémica de Cuba.

Esta revolução triunfante, inspirada no ideário de José Martí e consignada no programa de Moncada (defesa de Fidel Castro em tribunal) alterou a realidade da sociedade cubana, com descriminação racial, grandes empresas com capital norte-americano e grandes latifundiários nacionais e estrangeiros.

Como prometido, a terra foi entregue aos camponeses e trabalhadores rurais, os recursos naturais e as indústrias foram nacionalizadas logo que começaram a tentar sabotar a revolução.

O analfabetismo foi eliminado num ano apenas com a colaboração de jovens voluntários que partiram para o interior do país, a alfabetizar a população.

Em 1961 o povo armado, frustrou uma tentativa de invasão em apenas 72 horas, mas seguiram-se anos de terrorismo no interior e no exterior de Cuba, causando mortos e mutilados, mas a revolução resistiu.

Mesmo no período especial, com as enormes dificuldades causadas pelo bloqueio, com graves problemas no fornecimento de energia, Cuba resistiu e estendeu a sua solidariedade à Nicarágua, Republica Bolivariana da Venezuela, Argélia, Síria (1973-1975) , Granada e Angola, além de ter dado um decisivo contributo para o
fim do apartheid.

Mesmo nas suas difíceis condições, agora agravadas pelas medidas recentes do Presidente dos EUA, não deixou de ter uma educação gratuita de excelência, desde a pré primária até ao doutoramento, saúde e garantia do acesso universal à cultura.

Mas outra efeméride se assinala este ano, o 150o aniversário da luta de independência e que Fidel considerava o verdadeiro início da luta de libertação.

Em 1868, um grupo de proprietários de terras, liberais, partidários da independência, conspira pela independência de Cuba.

Descoberta a conspiração, o seu líder, Carlos Manuel de Céspedes, antecipa a sublevação para 10 de Outubro de 1868, declarando a liberdade dos seus escravos. Foi o início da guerra dos dez anos.

Este foi o início das três guerras que levaram à independência de Cuba, tremendas guerras, em que os cubanos chegaram a enfrentar 300.000 combatentes espanhóis.


CUBA VENCERÁ!