Entre os passados dias 13 e 23 de Outubro de 2017 realizou-se o 19.º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes sob o lema “Pela paz, a solidariedade e a justiça social, lutamos contra o imperialismo – Honrando o nosso passado, construímos o futuro!”, onde a Associação de Amizade Portugal-Cuba esteve representada por Sara Vargas, membro da direcção.

Foram dias de grande partilha e discussão entre milhares de jovens de todo o mundo que dão mais força à luta pela conquista da Paz e pela solidariedade entre os povos abraçando o compromisso da unidade da juventude, pela defesa da paz e pelos seus direitos.

Vários foram os temas abordados temas como a situação dos refugiados, as suas causas e soluções, o crescente militarismo, a defesa da paz e solidariedade mundial, as lutas da juventude por todo o mundo pelo acesso à cultura, ao desporto, à educação, à saúde, à habitação, ao trabalho com direitos. 

Registaram-se também neste Festival vários momentos de solidariedade entre os quais com Cuba e o seu povo. Afirmou-se a prioridade de acção do movimento mundial de solidariedade com Cuba como sendo o levantamento do bloqueio político-económico que representa o maior obstáculo que Cuba enfrenta. Este é um bloqueio que, durando há mais de meio século, tem afectado todas as áreas da vida do povo cubano. O bloqueio afecta o pleno desenvolvimento educacional integral a nível do ensino básico, secundário e universitário, a título de exemplo no que respeita ao intercâmbio, em que um cubano pode ver a sua recepção noutra escola/universidade barrada como consequência directa do bloqueio. Um bloqueio que afecta também a formação de artistas e desportistas cubanos, por exemplo no que respeita à compra de instrumentos e equipamentos. Um bloqueio que também mata impedindo a chegada de medicamentos patenteados nos EUA a Cuba, multando pesadamente quem vende e mantém relações com Cuba.

De destacar que Cuba, apesar de todas as ofensivas que este bloqueio político-económico lhe coloca, defende e aplica uma política de educação gratuita de qualidade para todos numa visão de investimento humano, de formação integral do indivíduo para que este possa contribuir para o desenvolvimento da sociedade, não apenas em técnica, mas sobretudo em valores e pensamento. Cuba não vê a educação como um investimento de mercado, na perspectiva da busca de lucro pela instrumentalização do indivíduo.

Cuba não é apenas uma referência mundial no que respeita à educação e à saúde, área em que também os seus méritos de investigação, diagnóstico e cuidados são reconhecidos. É-o também no que concerne à solidariedade internacional, algo que Aleida Guevara demonstrou ao apelar à solidariedade internacional para com o povo cipriota que vê 1/3 do seu país ocupado pelos turcos. Um apelo de Cuba que não se findou nesta declaração e se reforçou em vários momentos de solidariedade internacional com outros povos no decorrer do Festival.

A convicção do povo cubano nos ideais revolucionários mantém-se viva. A convicção da vitória da sua resistência e luta mantém-se viva.

Cuba carrega muitos exemplos dos crimes do Imperialismo, mas perante eles tem demonstrado também um exemplo de resistência. Cuba vencerá!