A Associação de Amizade Portugal–Cuba presta Tributo a Fidel um ano após o seu desaparecimento físico.

As suas ideias permanecem vivas e o seu exemplo de Homem Revolucionário transmitem-nos a confiança e a certeza de que com Determinação e Luta é possível a conquista de um Mundo melhor.

No dia 25 do corrente mês teremos o prazer e a honra de ter connosco nesta efeméride a companheira Maria do Céu Guerra e o coro Lopes Graça, que se solidarizaram com esta iniciativa.

Fidel Vive,

Cuba Vencerá!

Rogério Gomes Lopes Ferreira, actor, encenador, teatro, cinema e televisão, nasceu em Vila de Silva Porto, Angola a 17 de Novembro de 1927 e faleceu em Carnaxide a 25 de Fevereiro de 1993, com 65 anos.

É conhecida dos antifascistas que viveram na ditadura a actividade política deste actor militante do Partido Comunista Português, sobretudo no apoio dado aos companheiros na clandestinidade e o papel importante que teve na fuga de Peniche, em 1960.

Foi um cidadão politicamente activo desde a juventude, acérrimo opositor do regime fascista, que sempre combateu.

Em 1957 integrou as listas da Oposição Democrática.

Durante a ditadura nunca assumiu publicamente a sua ligação ao Partido Comunista Português, do qual era militante desde 1953 - atitude preconizada por todas as organizações clandestinas, para defesa da repressão fascista.

Quando Marcelo Caetano ascende ao poder, redige um documento, assinado por cento e setenta actores, em que protesta contra o estado do teatro em Portugal e contra a censura, que há muito impedia a liberdade de expressão, espartilhando a criação artística no país.

 

 

Mercedes Martinez, a nova Embaixadora de Cuba em Portugal, apresentou hoje as credenciais ao Sr. Presidente da Republica.

A Senhora Embaixadora conhece bem Portugal já que aqui esteve colocada anteriormente com a função de Secretária.
 
A Associação de Amizade Portugal-Cuba deseja o maior êxito à Srª Embaixadora, na sua missão em Portugal, segura de que serão estreitadas as relações de cooperação e amizade entre Cuba e Portugal!
 

Bem vinda,Companheira Mercedes!

 

 

 

A Associação de Amizade Portugal Cuba vai realizar no dia 22 de Novembro de 2017 pelas 18:30h na Biblioteca da Casa do Alentejo, um evento comemorativo de homenagem a Alexandre Cabral, no ano em que se cumpre o centenário do seu nascimento.

Escritor, ensaísta, jornalista, crítico literário e investigador, Alexandre Cabral pseudónimo literário de José dos Santos Cabral foi o 1º Presidente da Direcção da AAPC.

 

 

Caros sócios e amigos,

A Direção Nacional da Associação Amizade Portugal-Cuba vem por este meio saudar o Núcleo de Almada pela iniciativa que teve lugar este sábado na Associação de Coletividades do Concelho de Almada.

Tratou-se de uma iniciativa enquadrada na Campanha de Solidariedade com Cuba, devido à destruição causada pelo Furação IRMA, em que marcámos presença, juntamente com o 3º Secretário da Embaixada de Cuba em Portugal, Javier Hernandez.

Cuba Pátria Revolucionária, convicta dos seus ideais libertadores, internacionalista, solidária com os mais pobres e desfavorecidos, na primeira linha quando se trata de ajudar e a socorrer povos quando confrontados com fenómenos naturais terríveis é esta Cuba que nos impõe o dever, em mais um momento tão difícil para o seu Povo, afirmarmos a nossa solidariedade ativa.

A passagem pelo Caribe do Furacão IRMA dizimou ilhas por completo e, ao atingir a Ilha mais populosa daquela região, de forma brutalmente devastadora, provocou danos catastróficos em todas as áreas da sociedade: postos de saúde, escolas, habitação, na agricultura, em todos os serviços públicos, em hotéis, entre outros.

Como sabem e não é demais reforçar, apesar desta tragédia provocada pela natureza, Cuba enviou mais de 750 médicos para as ilhas da região com o objetivo humanitário de prestar ajuda aquelas populações. Mais uma vez, afirma-se como um exemplo de solidariedade internacionalista, independentemente dos credos religiosos ou ideologias dominantes.

É uma resposta que traduz o espírito verdadeiramente solidário, amigo e humanista que traduz o sentido autêntico da Revolução Cubana em contraste com a arrogância e desumanidade chocante do seu vizinho Yank.

Estamos em véspera de prestar Tributo a um homem verdadeiramente único por toda a sua grandeza, clarividência visionária, convicto dos seus ideais e por isso lutador incansável na construção do socialismo, o Comandante Fidel de Castro Ruz.

Terminamos com uma citação de Fidel Castro, retirada da intervenção do VII Congresso do PCC: “Empreenderemos a marcha e aperfeiçoaremos o que devemos melhorar, com a máxima lealdade e força unida, como Martí, Maceo e Gómez em marcha imparável.”

CUBA VENCERÁ!

VIVA A SOLIDARIEDADE INTERNACIONALISTA!

11/Nov/2017

A Direcção

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pela 26ª vez consecutiva a comunidade internacional votou a Resolução de condenação do bloqueio apresentada por Cuba: 191 votos a favor, 2 votos contra (EUA e Israel) e 0 abstenções.

A representação  dos EUA fez uma intervenção arrogante e baseada em falsas premissas, admitindo que os EUA estão isolados mas que esta posição constitui um esforço para que todos em Cuba tenham direitos humanos e liberdades fundamentais, exigindo medidas que significariam o regresso ao capitalismo e à destruição das conquistas da revolução socialista como condição para pôr termo ao bloqueio.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba reafirmou que o país continuará a ser uma nação soberana, independente, socialista, democrática, próspera e sustentável e que jamais se sujeitará às imposições do Presidente Trump.

O mundo é solidário com Cuba porque, apesar de todo o sofrimento infligido pelo bloqueio, apesar dos atentados terroristas, tem uma política de paz, é solidária com o mundo que reconhece a sua superioridade moral, impondo o respeito que foi  patente nas diversas intervenções por países do continente Americano e Caraíbas, da África, da Ásia e União Europeia na Assembleia Geral de hoje.

A Associação de Amizade Portugal-Cuba manifesta o seu regozijo por mais esta vitória que mostra o isolamento dos EUA e o merecido prestígio de Cuba e manifesta a sua vontade de continuar na mesma luta com e por Cuba!

VIVA CUBA!

VIVA A REVOLUÇÃO CUBANA!

O bloqueio económico, comercial e financeiro imposto pelo governo dos Estados Unidos a Cuba continua em vigor, tendo sido aprovadas pela Administração Trump novas medidas.

Estas afectam não só só o povo cubano mas também os cidadãos e entidades dos EUA, limitadas no seu direito de viajarem livremente e de realizarem transações comerciais com Cuba.

O bloqueio causou prejuízos no valor total de 1.705.960.000 dólares, não contando o que é incomensurável, ou seja, o sofrimento de crianças e adultos a nível
alimentação e saúde.

A título exemplificativo refira-se que há crianças, doentes de cancro que não podem adquirir medicamentos nos EUA, obrigando o Estado Cubano a adquirir sucedâneos em países distantes, com acréscimo de custos.

Desde a última votação na Assembleia Geral da ONU, bloqueio causou prejuízos, no campo da alimentação, no valor de 347 598.000 dólares, 87.000.000 de dólares na saúde pública, na cultura foram 35.314.000, na energia e minas de 122.584.708, enquanto o prejuízo nos transportes foi de 122.397.000 dólares.

Ainda agora, as associações solidárias com Cuba estão com problemas em efectuar transferências bancárias solidárias, para reparação dos danos causados pelo recente ciclone, embora em contas sediadas em bancos europeus, o que demonstra a natureza extraterritorial deste bloqueio.

O bloqueio constitui uma violação dos direitos humanos da população cubana, integra o crime de genocídio, viola as convenções internacionais e tem sido sucessivamente condenado pela Assembleia Geral da ONU, por grande maioria.

A Associação de Amizade Portugal Cuba, repudia o bloqueio e exige que este seja levantado de imediato!

Cuba Vencerá!
Out./2017

Camilo Cienfuegos, que hoje queremos também homenagear, tinha apenas 27 anos quando, em 28 de Outubro de 1959, há precisamente 58 anos desapareceu fisicamente na queda do avião em que regressava a Havana.

Nascido numa família humilde com dificuldades económicas viu-se forçado a emigrar muito jovem para os Estados Unidos onde teve ligação com outros emigrantes latino-americanos tendo participado em várias manifestações e tendo escrito no jornal “La Voz de Cuba” um artigo contra o ditador Fulgêncio Batista.

Em 1955 foi preso pelos serviços de emigração dos Estados Unidos que o deportaram para o México onde esteve preso cerca de um mês, até ser julgado e deportado para Cuba.

É por essa altura que se consolida a sua formação revolucionária: participou em várias manifestações estudantis contra a ditadura de Batista; em Dezembro de 1955 numa homenagem a António Maceo foi baleado numa perna; cerca de um mês depois, aquando duma homenagem a José Martí, foi preso pela polícia de Batista.

É depois disso que ele se integra no Movimento 26 de Julho e se incorpora no Exército Rebelde, sendo um dos revolucionários a participar na Expedição do Granma, que desembarcou na região oriental de Cuba em 2 de Dezembro de 1956, iniciando a heróica gesta que, em apenas dois anos de guerrilha, derrotou o exército regular de Batista e deu a liberdade ao povo cubano.

Na Serra Maestra, começou por fazer parte da coluna comandada por Che Guevara, com o posto de capitão e exercendo a função de Jefe de la Vanguardia, tendo travado importantes batalhas, entre as quais a de Pino del Agua onde o seu desempenho lhe valeu o epíteto de Señor de la Vanguardia.

Em Março de 1958 foi ele o primeiro chefe do movimento a levar o combate para fora da Sierra Maestra e os êxitos que teve em Bayamo e na batalha de La Estrella foram causa da sua ascensão a comandante da Coluna nº 2 Antonio Maceo.

Em Agosto de 1958 é encarregado por Fidel Castro de levar a Revolução para o ocidente da ilha. Da mesma missão é encarregado Che, que comandou a Coluna nº8, Ciro Redondo.

No cumprimento desta missão Camilo enfrentou as maiores dificuldades da sua carreira, nomeadamente na batalha de Yaguajay que manteve cercada durante um mês até à rendição incondicional do comandante, o que representou um golpe decisivo sobre as forças do ditador Batista.

Camilo foi, de seguida, encarregado por Fidel para se dirigir a Havana e tomar o Quartel Columbia, que era o símbolo do poder militar de Batista que, afinal, foi tomado sem opor nenhuma resistência.

Após o Triunfo da Revolução Camilo foi nomeado Chefe de todas as forças Armadas da província de Havana (incluindo aviação, a marinha de guerra e a guarnição do palácio presidencial) e, posteriormente, é nomeado Chefe do Estado Maior do Exército Rebelde.

Mas Camilo não se notabilizou apenas pelas suas acções militares; ele participou nas decisões mais importantes da Revolução, tanto no Conselho de Ministros como na Direcção Nacional do Movimento 26 de Julho e a sua acção incluiu a alfabetização dos soldados, o desenvolvimento da Reforma Agrária, a transformação dos quarteis em escolas e intervindo em representação de Fidel em importantes eventos por todo o país.

O que ficou dito é uma resenha de factos que pontuam a carreira dum herói da Revolução; porém a par do seu talento militar e dos notabilíssimos feitos que alcançou, Camilo deixou na memória dos que com ele privaram a profunda marca do homem que foi.

A simplicidade de Camilo, a sua irradiante alegria, o seu afectuoso relacionamento com quem com ele privava e até a sua fisionomia com o seu sorriso sob o seu “sombrero alón” são talvez o que, antes de tudo, vem à memória quando o recordamos.

Che Guevara falava da necessidade da criação do “Homem Novo” mas talvez ele tenha encontrado em Camilo o modelo do novo homem com que sonhava.

Para finalizar evoco os primeiros versos do “Canto a Camilo” de Carlos Puebla:

Te canto, porque no es cierto Que te hayas
muerto, Camilo Te canto, porque estás vivo
Y no porque te hayas muerto

Muito obrigado