A Mulher no triunfo da Revolução Cubana

Debate na Casa da Baía - Setúbal

Núcleo de Setúbal da AAPC

 

A evocação de Vilma Espín e de Celia Sánchez, das primeiras mulheres cubanas a juntarem-se aos revolucionários da Sierra Maestra, foi o mote de entrada da intervenção de Odete Santos, membro da Direcção do Núcleo de Setúbal da Associação de Amizade Portugal-Cuba, que na noite de 6 de Abril promoveu um debate na Casa da Baía sobre o tema do papel da mulher na Revolução Cubana.

 

Outro interveniente foi Melne Martinez, Primeiro-Secretário da Embaixada de Cuba em Portugal que, na mesma linha de recordar a história de libertação dos povos na vertente mais genuína da solidariedade internacionalista, não hesitou em trazer à liça o exemplo de Carlota, uma negra que liderou uma revolta de escravos contra o colonialismo espanhol em Cuba em 1843 e cujo nome foi adoptado na operação com que o Estado Cubano apoiou o MPLA na luta pela independência de Angola no após 25 de Abril em Portugal.

Dirigida por Filipe Narciso, Presidente da Direcção do Núcleo, a sessão estava enquadrada desde o princípio da semana por uma Exposição retratando inúmeras mulheres que protagonizaram a luta de Cuba pela sociedade que o povo escolheu, e como não podia deixar de ser foi momento de divulgação de estatísticas onde elas, na Ilha de José Martí, excedem os homens num vasto conjunto de tarefas e responsabilidades, designadamente no aparelho de Estado, muitas vezes muito acima dos 50% e chegando aos 70%.

Mas Melne foi ainda mais perentório: «antes da Revolução, as mulheres na retaguarda eram a condição para o êxito dos homens armados na frente de combate; hoje, na situação sempre difícil e complexa que vivemos mas certas de vencer todos os obstáculos, elas estão na retaguarda e frente, ao mesmo tempo!»

 

Núcleo de Setúbal da AAPC